🐺Viviane “Andaluna” Valenčić
Ahroun Presa de Prata
Viviane “Andaluna” Valenčić
Tribo: Presas de Prata (Silver Fangs)
Augúrio: Ahroun — Guerreira da Lua Cheia
Nome Garou: Andaluna
Localidade atual: Goiânia, Goiás (Brasil)
Origem Familiar: Pirenópolis, Goiás (Brasil)
Nascimento: 1997
Despertar Garou: 2012 (15 anos)
Rito de Passagem: 2013 (16 anos)
Idade em 2018: 21 anos
Idade em 2025: 28 anos
🌍 Origem Familiar
Viviane Valenčić é filha de um europeu — Erik Valenčić, um Presa de Prata veterano que imigrou da Eslovênia para o Brasil no início dos anos 90. Ele buscava um território espiritualmente forte, distante da guerra política interna que fragmentava sua tribo na Europa.
Erik encontrou esse refúgio em Pirenópolis, onde:
adquiriu uma pequena área rural;
fundou uma pousada simples e ecológica, voltada a trilhas e cachoeiras;
passou a atuar como guardião silencioso de um Caern local;
tornou-se um protetor discreto da região, ocultando sua verdadeira natureza até mesmo da filha.
Viviane cresceu entre turistas, mochileiros, trilhas e caminhadas noturnas, ouvindo histórias sobre a “energia da Serra”, mas sem jamais imaginar a realidade espiritual que pulsava — e apodrecia — sob seus pés.
O Caern dos Pireneus, localizado na região conhecida como Cidade de Pedra, encontra-se gravemente corrompido por um espírito parasita chamado Yam’Gorá — O Sopro Oco, um eco residual do antigo Bispo sabático Dom Pompeu, cujo torpor contaminou o local. Essa corrupção drena lentamente o fluxo vital do Cerrado, enfraquecendo a Terra e deixando marcas profundas em quem permanece próximo por muito tempo — inclusive em Erik, que passou a apresentar sinais de desgaste espiritual, isolamento extremo e rigidez obsessiva em seus rituais de contenção.
🔗 Referência:
https://mouro-escritor.blogspot.com/2025/10/pirenopolis-by-night-o-trono-vazio-das.html
🌕 A Primeira Transformação
Em 2012, aos 15 anos, durante uma trilha noturna com turistas, Viviane sentiu um estalo interno — a pulsação violenta da Lua Cheia ecoando dentro do peito.
O que aconteceu a seguir nunca foi totalmente compreendido.
O grupo se perdeu por horas. Viviane desapareceu.
havia percorrido quilômetros de mata fechada, ignorando desníveis, pedras e vegetação densa;
marcas profundas de garras desenhavam o caminho;
animais haviam fugido ou entrado em frenesi;
e ela ainda se encontrava em forma Crinos quando o pai a localizou.
No ombro esquerdo, Viviane carregava uma cicatriz em forma de meia-lua irregular, resultado do impacto contra uma rocha durante a corrida — marca que jamais desapareceu e que, desde então, reage levemente à proximidade da Lua Cheia.
Diante da inevitabilidade, Erik confessou a verdade:
Viviane era filha de um Garou — uma guerreira da Lua — e havia herdado o sangue nobre dos Presas de Prata.
Foi nessa noite que ele a chamou de:
➡️ Andaluna — a que corre com a Lua Cheia.
Seu nome Garou nasceu ali.
📜 O Ensino Secreto
Após a Primeira Transformação, Erik passou a treiná-la em segredo, de forma contida e incompleta, ensinando apenas o que julgava seguro:
fragmentos das Litanias Garou;
tradições essenciais da Nação Garou;
técnicas básicas de combate e controle da Fúria;
pequenos rituais de proteção e purificação.
Ele evitava aprofundar-se demais, temendo que Viviane fosse atraída espiritualmente pelo Caern corrompido.
🐺 Rito de Passagem
Viviane participou de um Rito de Passagem improvisado em Pirenópolis, realizado sem um Caern ativo, sem Fatria estruturada e sem respaldo real da Nação Garou. O ritual marcou sua entrada formal na vida Garou, mas foi frágil, simbólico e incompleto — reflexo direto da decadência espiritual da região.
Seu pai jamais a apresentou oficialmente à antiga Fatria de Pirenópolis, nem a aliados Garou remanescentes. Temia que sua inexperiência fosse explorada por Yam’Gorá, aprofundando ainda mais a corrupção.
Erik repetia:
“Você ainda não está preparada. Aqui é perigoso demais. Os espíritos estão inquietos.”
💥 Ruptura com o Pai
Viviane passou a questionar abertamente o isolamento do pai e sua insistência em manter o Caern dos Pireneus oculto, mesmo diante da corrupção evidente.
Para Erik, agir era alimentar a corrupção.
Para Viviane, o silêncio era cumplicidade.
O conflito central entre ambos era filosófico:
🛡️ Erik Valenčić
defendia o isolamento absoluto;
temia atrair vampiros, espíritos predatórios e forças externas;
acreditava que apenas ritos internos e contenção poderiam retardar o colapso.
⚔️ Andaluna
acreditava que o Caern precisava de guerreiros ativos;
queria buscar aliados Garou em Goiânia e no entorno;
via o avanço de Yam’Gorá como uma ameaça que exigia confronto;
acreditava que a omissão prolongava a morte do território.
A ruptura definitiva ocorreu quando Viviane propôs um rito coletivo de reforço espiritual — algo que Erik considerou irresponsável. A discussão quase degenerou em um duelo ritual.
Tomada pela fúria e frustração, Viviane gritou:
“Você está esperando o Caern morrer para então enterrá-lo?”
Pouco depois, fez as malas.
Final de 2016 (19 anos) — Viviane deixou Pirenópolis e se mudou para Goiânia, decidida a encontrar outras formas de combater a corrupção que consumia o Cerrado.
🏙️ Viviane em Goiânia — O Novo Capítulo
a espiritualidade urbana é tensa e fragmentada;
há ecos de um Caern urbano enfraquecido ou destruído;
a influência da Weaver e do Wyrm é constante;
Garou isolados vagam sem propósito ou liderança.
🌑 Anos Perdidos
Durante os Anos Perdidos em Goiânia, Viviane sustentou-se de forma simples, honesta e solitária. A costura — que antes era apenas um hábito aprendido na pousada do pai — tornou-se sua principal fonte de renda, com ajustes, reformas, peças criativas e cosplays feitos sob encomenda para eventos de cultura pop na cidade.
Para complementar a renda, fazia trabalhos temporários em lojas, feiras e estoques noturnos, aproveitando sua resistência natural sem levantar suspeitas.
Apesar do afastamento, Erik às vezes enviava tecidos, ferramentas ou bilhetes curtos, em gestos silenciosos que misturavam cuidado e distância.
Viviane nunca teve luxo, mas viveu com dignidade, independência e um fio de humanidade que ela mesma se recusava a perder. Para ela, é uma maneira de canalizar a necessidade de construir coisas — algo que o Wyrm ainda não corrompeu.
Como Garou, Viviane viveu:
sem Caern;
sem Seita;
sem tradição viva.
Os primeiros meses foram brutais. Trabalhos temporários, quartos pequenos e crises de Fúria a obrigavam a fugir para parques, terrenos ou galpões abandonados nas noites. Sem mestre e sem orientação real, aprendeu a sobreviver errando, caindo e levantando.
Ninguém a ensinou. Ela aprendeu na força.
Com o tempo, passou a caminhar pelas madrugadas, sentindo Goiânia sob os pés. Espíritos fracos, sombras inquietas e ecos do passado reagiam à sua presença. Ela não compreendia tudo — mas sabia que algo ali a chamava.
Viviane tornou-se aquilo que a Nação Garou deixara de ser em Goiás:
uma Presa de Prata sem trono, mas com alma de guerreira.
🌕 Início da Campanha
A campanha começa.
Viviane “Andaluna” é:
Garou adulta;
Ahroun experiente;
Presa de Prata sem trono;
sobrevivente de uma Nação que não existe mais em Goiás.
Ela não representa o passado.
Ela é o começo de algo novo.
@Andaluna.oficial
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