sábado, 17 de janeiro de 2026

Viviane “Andaluna” Valenčić — Ahroun Presa de Prata

 
🐺Viviane “Andaluna” Valenčić

Ahroun Presa de Prata






Viviane “Andaluna” Valenčić 

Tribo: Presas de Prata (Silver Fangs)
Augúrio: Ahroun — Guerreira da Lua Cheia
Nome Garou: Andaluna
Localidade atual: Goiânia, Goiás (Brasil)

Origem Familiar: Pirenópolis, Goiás (Brasil)
Nascimento: 1997
Despertar Garou: 2012 (15 anos)
Rito de Passagem: 2013 (16 anos)
Idade em 2018: 21 anos
Idade em 2025: 28 anos


🌍 Origem Familiar


Viviane Valenčić é filha de um europeu — Erik Valenčić, um Presa de Prata veterano que imigrou da Eslovênia para o Brasil no início dos anos 90. Ele buscava um território espiritualmente forte, distante da guerra política interna que fragmentava sua tribo na Europa.

Erik encontrou esse refúgio em Pirenópolis, onde:

  • adquiriu uma pequena área rural;

  • fundou uma pousada simples e ecológica, voltada a trilhas e cachoeiras;

  • passou a atuar como guardião silencioso de um Caern local;

  • tornou-se um protetor discreto da região, ocultando sua verdadeira natureza até mesmo da filha.

Viviane cresceu entre turistas, mochileiros, trilhas e caminhadas noturnas, ouvindo histórias sobre a “energia da Serra”, mas sem jamais imaginar a realidade espiritual que pulsava — e apodrecia — sob seus pés.

O Caern dos Pireneus, localizado na região conhecida como Cidade de Pedra, encontra-se gravemente corrompido por um espírito parasita chamado Yam’Gorá — O Sopro Oco, um eco residual do antigo Bispo sabático Dom Pompeu, cujo torpor contaminou o local. Essa corrupção drena lentamente o fluxo vital do Cerrado, enfraquecendo a Terra e deixando marcas profundas em quem permanece próximo por muito tempo — inclusive em Erik, que passou a apresentar sinais de desgaste espiritual, isolamento extremo e rigidez obsessiva em seus rituais de contenção.

🔗 Referência:
https://mouro-escritor.blogspot.com/2025/10/pirenopolis-by-night-o-trono-vazio-das.html




🌕 A Primeira Transformação



Viviane sempre manteve um hábito curioso para uma Ahroun: ela costura. Desde adolescente aprendeu a remendar roupas da pousada, adaptar mochilas e reforçar tecidos — primeiro por necessidade, depois por prazer e fazer cosplay dos animes que assistia. 

Em 2012, aos 15 anos, durante uma trilha noturna com turistas, Viviane sentiu um estalo interno — a pulsação violenta da Lua Cheia ecoando dentro do peito.

O que aconteceu a seguir nunca foi totalmente compreendido.

O grupo se perdeu por horas. Viviane desapareceu.




Quando foi encontrada ao amanhecer:

  • havia percorrido quilômetros de mata fechada, ignorando desníveis, pedras e vegetação densa;

  • marcas profundas de garras desenhavam o caminho;

  • animais haviam fugido ou entrado em frenesi;

  • e ela ainda se encontrava em forma Crinos quando o pai a localizou.

No ombro esquerdo, Viviane carregava uma cicatriz em forma de meia-lua irregular, resultado do impacto contra uma rocha durante a corrida — marca que jamais desapareceu e que, desde então, reage levemente à proximidade da Lua Cheia.

Diante da inevitabilidade, Erik confessou a verdade:
Viviane era filha de um Garou — uma guerreira da Lua — e havia herdado o sangue nobre dos Presas de Prata.

Foi nessa noite que ele a chamou de:

➡️ Andaluna — a que corre com a Lua Cheia.

Seu nome Garou nasceu ali.



📜 O Ensino Secreto


Após a Primeira Transformação, Erik passou a treiná-la em segredo, de forma contida e incompleta, ensinando apenas o que julgava seguro:
  • fragmentos das Litanias Garou;

  • tradições essenciais da Nação Garou;

  • técnicas básicas de combate e controle da Fúria;

  • pequenos rituais de proteção e purificação.

Ele evitava aprofundar-se demais, temendo que Viviane fosse atraída espiritualmente pelo Caern corrompido.



🐺 Rito de Passagem



2013 (16 anos)

Viviane participou de um Rito de Passagem improvisado em Pirenópolis, realizado sem um Caern ativo, sem Fatria estruturada e sem respaldo real da Nação Garou. O ritual marcou sua entrada formal na vida Garou, mas foi frágil, simbólico e incompleto — reflexo direto da decadência espiritual da região.

Seu pai jamais a apresentou oficialmente à antiga Fatria de Pirenópolis, nem a aliados Garou remanescentes. Temia que sua inexperiência fosse explorada por Yam’Gorá, aprofundando ainda mais a corrupção.

Erik repetia:

“Você ainda não está preparada. Aqui é perigoso demais. Os espíritos estão inquietos.”

 


💥 Ruptura com o Pai



2014–2015 (17–18 anos)

Viviane passou a questionar abertamente o isolamento do pai e sua insistência em manter o Caern dos Pireneus oculto, mesmo diante da corrupção evidente.

Para Erik, agir era alimentar a corrupção.
Para Viviane, o silêncio era cumplicidade.

O conflito central entre ambos era filosófico:

🛡️ Erik Valenčić

  • defendia o isolamento absoluto;

  • temia atrair vampiros, espíritos predatórios e forças externas;

  • acreditava que apenas ritos internos e contenção poderiam retardar o colapso.

⚔️ Andaluna

  • acreditava que o Caern precisava de guerreiros ativos;

  • queria buscar aliados Garou em Goiânia e no entorno;

  • via o avanço de Yam’Gorá como uma ameaça que exigia confronto;

  • acreditava que a omissão prolongava a morte do território.

A ruptura definitiva ocorreu quando Viviane propôs um rito coletivo de reforço espiritual — algo que Erik considerou irresponsável. A discussão quase degenerou em um duelo ritual.

Tomada pela fúria e frustração, Viviane gritou:

“Você está esperando o Caern morrer para então enterrá-lo?”

Pouco depois, fez as malas.

Final de 2016 (19 anos) — Viviane deixou Pirenópolis e se mudou para Goiânia, decidida a encontrar outras formas de combater a corrupção que consumia o Cerrado.



🏙️ Viviane em Goiânia — O Novo Capítulo




Na capital, Andaluna percebeu rapidamente que:
  • a espiritualidade urbana é tensa e fragmentada;

  • há ecos de um Caern urbano enfraquecido ou destruído;

  • a influência da Weaver e do Wyrm é constante;

  • Garou isolados vagam sem propósito ou liderança.



🌑 Anos Perdidos



2016–2017 (19–20 anos)

Durante os Anos Perdidos em Goiânia, Viviane sustentou-se de forma simples, honesta e solitária. A costura — que antes era apenas um hábito aprendido na pousada do pai — tornou-se sua principal fonte de renda, com ajustes, reformas, peças criativas e cosplays feitos sob encomenda para eventos de cultura pop na cidade. 

Para complementar a renda, fazia trabalhos temporários em lojas, feiras e estoques noturnos, aproveitando sua resistência natural sem levantar suspeitas. 

Apesar do afastamento, Erik às vezes enviava tecidos, ferramentas ou bilhetes curtos, em gestos silenciosos que misturavam cuidado e distância. 

Viviane nunca teve luxo, mas viveu com dignidade, independência e um fio de humanidade que ela mesma se recusava a perder. Para ela, é uma maneira de canalizar a necessidade de construir coisas — algo que o Wyrm ainda não corrompeu.


Como Garou, Viviane viveu:

  • sem Caern;

  • sem Seita;

  • sem tradição viva.

Os primeiros meses foram brutais. Trabalhos temporários, quartos pequenos e crises de Fúria a obrigavam a fugir para parques, terrenos ou galpões abandonados nas noites. Sem mestre e sem orientação real, aprendeu a sobreviver errando, caindo e levantando.


Ninguém a ensinou. Ela aprendeu na força.

Com o tempo, passou a caminhar pelas madrugadas, sentindo Goiânia sob os pés. Espíritos fracos, sombras inquietas e ecos do passado reagiam à sua presença. Ela não compreendia tudo — mas sabia que algo ali a chamava.

Viviane tornou-se aquilo que a Nação Garou deixara de ser em Goiás:

uma Presa de Prata sem trono, mas com alma de guerreira.



🌕 Início da Campanha


2018 (21 anos)

A campanha começa.

Viviane “Andaluna” é:

  • Garou adulta;

  • Ahroun experiente;

  • Presa de Prata sem trono;

  • sobrevivente de uma Nação que não existe mais em Goiás.

Ela não representa o passado.

Ela é o começo de algo novo.


@Andaluna.oficial

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