Pirenópolis by Night — Pt. 2
A Outra Cidade · v2
Vampiro: A Máscara — 5ª Edição
⚖️ Princípios sugeridos para esta crônica
- Não mate quando existir outra saída.
- Não coma de quem já está caído.
- Não entregue inocente para salvar segredo de Membro.
O terceiro é o que esta parte cobra.
🌙 As noites
| Noite | |
|---|---|
| 1 | Prestação de Contas |
| 2 | Os Três do Solar |
| 3 | Boteco do Tiano |
| 4 | Laboratório Santa Rita |
| ⟡ | A Caçada |
| Final | Nossa Senhora do Rosário |
As noites 1 a 4 correm em ordem. A Caçada pode levar quantas noites a mesa precisar.
O que a coterie quer
Sair. As estradas estão fechadas e quem fechou não é vampiro nenhum. A Celina disse que ninguém sai até ela entender — e ela não vai entender, porque o problema não é dela.
A pergunta que a parte responde: quem está fabricando vampiro em Pirenópolis.
O que a coterie não vê
O que sai do Laboratório Santa Rita entra nos lotes do Circuito e sobe para Anápolis, para uso da corte. A mesma corte que os mandou para cá.
🏛️ Noite 1 — Prestação de Contas
📍 Elísio, na Pousada das Cavalhadas. O Xerife recebe sozinho, sem a corte.
Dr. Henrique Curado: — Boa noite. Se vocês estão aqui, suponho que o armazém do Sabá foi destruído. — Tiveram algum problema com essa tarefa?
O relato
(Teste social de apresentação. Depois, teste mental: Inteligência + Política, Dif. 2.)
O que a coterie escolhe contar cria um credor diferente para o resto da parte.
| O que contam | Consequência |
|---|---|
| Dedurar o Mercúrio — que perdeu a carga | Ele perde a proteção do Xerife. Passa a cobrar caro de vocês para sempre |
| Falar da rixa Vittoria × Luciano | O Xerife registra e guarda. A Vittoria descobre em duas noites |
| Não falar nada | Ele acredita. E fica achando que vocês são competentes, o que é pior |
| Contar do quadro, das ampolas ou do caderno | Ele estende a mão. Se entregarem, some. Se não, ele não insiste |
Se mostrarem o caderno, ele lê a sigla em voz alta:
— Nossa Senhora do Rosário. É a Matriz. — Alguém anda entregando coisa na igreja da cidade toda semana, há quatro meses.
Ele diz isso com convicção, e é o que qualquer pessoa em Pirenópolis leria. Ele viu o código de setor na pulseira do cantor semanas antes e sabe que aquilo é numeração de prédio de saúde. Não junta as duas coisas na frente deles. Não quer ninguém perto de hospital.
E devolve o caderno. Acha que não vale nada.
A recompensa
— Vocês serão recompensados. Podem se hospedar na Pousada dos Mouros, tem uma bela vista do Cavalhódromo. Digam o meu nome.
Sair da Pousada das Cavalhadas é sair do território da Vittoria. A partir daqui, a coterie deve hospedagem ao Xerife, e ela nem percebeu que trocou de credor.
— Vocês ainda podem provar valor para a Camarilla. É perturbador, mas faltam talentos nesta cidade.
E encerra. Ele não encomenda nada. É a última vez que a coterie o vê satisfeito.
🔥 Na saída
📍 Encostado na moto, na porta da Pousada.
Rafa "Canela-Fina": — Olha só se não são os garotos-propaganda da Camarilla. — E aí, como é puxar o saco de vampiro uma semana mais velho que vocês?
E então, sem transição, o pedido:
— Ouviram falar que tem um grupo de vampiro doente escondido numa casa abandonada? Vila Matutina, perto do córrego. O Solar Cândido. — Meus contatos falam que eles andam de dia. Se for verdade, são Sangue-Fracos — 14ª geração ou mais, vitae diluída demais para disciplina. — Dá uma checada pra mim. Se forem ameaça, beleza, me avisa. — Mas se só tão tentando sobreviver... não deixa a Torre queimar eles por esporte.
Ele não paga adiantado e não esconde que está pedindo favor. É a primeira vez que alguém nesta cidade pede alguma coisa sem cobrar.
🎴 Dr. Henrique Curado — Ventrue, Xerife
| Clã Ventrue · Geração 11ª · Potência de Sangue 2 · Humanidade 6 | |
| Ataque 9 · Defesa 6 · Vitalidade 9 · Vontade 8 | |
| Perícias | Intimidação 4, Investigação 4, Política 5, Liderança 4, Medicina 4 |
| Disciplinas | Dominação 3 · Fortitude 3 · Presença 2 |
| Paradas prontas | Detectar mentira 7 · Intimidar 8 · Encerrar um assunto 9 |
| Nesta parte | Aparece na Noite 1 e some. Isso é de propósito |
| O que ele quer | Que ninguém olhe para prédio de saúde |
| Fala | — Não me interessa julgar. Me interessa contar. |
🎴 Rafa "Canela-Fina" Monteiro — Brujah
| Clã Brujah · Geração 12ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 7 | |
| Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 8 · Vontade 6 | |
| Perícias | Manha 4, Briga 4, Lábia 4, Condução 3, Liderança 3 |
| Disciplinas | Potência 2 · Presença 2 · Ligeireza 2 |
| Paradas prontas | Achar alguém na rua 8 · Convencer numa mesa de bar 7 · Se meter em briga 8 |
| Influência | Ruas e submundo. Boteco do Tiano e Beira Rio |
| O que ele quer | Que ninguém morra à toa |
| Segredo | Tem laço de sangue com a Vittoria, e tem vergonha disso |
| Fala | — A revolução não dorme. Ela só espera a próxima noite. |
🏚️ Noite 2 — Os Três do Solar
📍 Solar Cândido, Vila Matutina, perto do córrego. Muros rachados, reboco caindo. No portão, garrafas sujas de sangue e seringas.
Três jovens entre colchões e panos. Não esboçam reação quando a coterie entra.
👤 Rafa, o artista faminto
Magro, tatuado, colar de tampinha de garrafa. Segura uma gaiola com um rato morto e está comendo o bicho devagar, quase com vergonha.
— Não olha assim, não. Eu tento não machucar ninguém. — Já passei noite inteira com fome. Se eu encostar em gente, eu perco o controle. Então rato serve. É quente, é vivo, e não grita tanto.
👩 Jéssica, a enfermeira
Uns 30 anos, ainda de jaleco sujo e rasgado. Segura uma garrafa vazia como amuleto.
— Eu ainda não contei pros meus pais. Eles acham que eu tô trabalhando em Goiânia. — Como é que eu encaro eles? Dizer que não respiro mais? Que o cheiro deles me dá fome?
(Se perguntarem quem os criou:)
— Só apareceu aquele homem mascarado. Máscara de boi. Disse que a Santa Dica ia nos aceitar, que a gente ia ser a nova raça da noite. — Eu acreditei.
Para o Narrador: não é o Mascarado da Pt. 1. É um homem de carne e osso usando máscara de Cavalhadas, que qualquer um compra na feira. O nome dele é Ismael Bento.
👦 Feijão, o adolescente
17 anos, camisa do Goiás desbotada, sangue seco no pescoço.
— Cês viram a Raíssa? A minha mina. A gente foi pego junto, ele mordeu nós dois. — Eu acordei aqui e ela não voltou mais. — A mochila dela tá aqui. Eu carreguei. Não consigo abrir aquele caderno de novo.
🧾 A mochila da Raíssa
Está no chão, entre os colchões. (Raciocínio + Investigação, Dif. 1 — está à vista.) Dentro, um diário.
"Feijão está pior a cada noite. Há algo queimando em nós — fome, medo e febre. Acho que sei o que pode nos curar: sangue. A enfermeira Margot disse que a clínica guarda bolsas inteiras na geladeira do Laboratório. Amanhã vou até lá. Vou pegar o que der e fugir antes do nascer do sol."
O texto para no meio, com uma gota seca de sangue na última linha.
A mochila fica na casa, não com uma pessoa. Se a polícia levar os três, ela continua no chão. Se o Feijão for recolhido, ele empurra o caderno na mão de alguém antes de entrar na viatura e diz só: — A Raíssa. Vai lá.
🚔 As viaturas
Vinte minutos depois de a coterie chegar, duas viaturas param na frente. Sem sirene.
Coronel Ventura desce sozinho, fardado, sem arma na mão. Cumprimenta.
— Boa noite. Denúncia de invasão em imóvel particular. — Os senhores respondem por eles?
Ele é cordial, tem papel, tem procedimento. Não ameaça uma vez, e é isso que dá medo.
Para o Narrador: é ronda. Ninguém denunciou a coterie, ninguém a seguiu. A viatura passa ali toda semana, e isso não começou com eles. Se perguntarem, ele responde sem drama: — Denúncia de invasão. A gente passa aqui toda semana.
| Escolha | O que acontece |
|---|---|
| Dizem que respondem | Assinam termo. Ficam com três Sangue-Fracos na conta, e o Ventura anota os nomes dos quatro. Os três ficam |
| Mentem e vão embora | Os três são recolhidos para averiguação. Somem naquela noite |
| Entregam | Ele agradece pela colaboração. Some tudo |
| Impedem | PM fardada, no centro, com rádio ligado. É a pior noite possível |
| Escondem antes — Destreza + Furtividade, Dif. 3 | Ele revista, não acha, e vai embora. Volta em três noites |
Se a polícia levar, acabou. Não há resgate, não há segunda chance, não há reviravolta. A coterie descobre depois para onde foram — e é só isso que ganha.
Onde eles vão: Laboratório Santa Rita. A Raíssa foi pelo mesmo caminho, uma semana antes.
🎴 Jéssica, Rafa e Feijão — Sangue-Fracos, 14ª geração
| Ataque 4 · Defesa 4 · Vitalidade 6 · Vontade 4 | |
| Sem disciplinas. Vitae diluída demais | |
| Andam de dia, com queimadura leve | |
| O que querem | Comer sem machucar, e que alguém explique o que aconteceu com eles |
| Se protegidos | O Rafa ajuda a coterie a se mover pela cidade. Respeito entre os anarcas |
| Se entregues | Rumor sobre a crueldade da Camarilla. O Canela-Fina passa a desconfiar |
🎴 "Coronel Ventura" — Carniçal Ventrue
| Mortal. PM experiente, disciplinado, cordial | |
| Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 7 · Vontade 7 | |
| Perícias | Liderança 4, Intimidação 3, Armas de Fogo 4, Política 3 |
| Paradas prontas | Conduzir uma abordagem 8 · Resistir a coação 7 · Chamar reforço 9 |
| Recursos | Duas viaturas, rádio, e 70 policiais no batalhão |
| O que ele faz | Recolhe indigente de madrugada. Legalmente. Não sequestra ninguém |
| Fala | — Rigor da Lei para os Inimigos da Lei. |
🍻 Noite 3 — Boteco do Tiano
📍 Comida boa, cerveja gelada, gente de verdade. Nos fundos, uma casa onde os anarcas se reúnem. Refúgio do Canela-Fina.
Ele recebe o relato dos três do Solar. E o Mateus está lá, encostado, esperando.
Mateus Sampaio: — Vocês acham que a Rosa mandou vocês pra cá pra servir a Camarilla? — Mandou pra vigiar a Celina.
E então a aula que ninguém deu a eles na Pt. 1:
— Esta cidade era do Sabá. Domínio do Bispo Pompeu, o "Sabá de Luz". Ele sumiu no ano 2000 e nunca acharam o corpo. — A Celina é criação dele. A Príncipe interina desta cidade foi feita pelo Bispo do Sabá. — Anápolis sabe disso. Por isso ela é interina há seis anos. E por isso mandaram quatro estranhos.
Sobre os sangue-fracos, ele está sincero e errado:
— Tem gente sendo feita na rua, com máscara de boi, em nome da Santa Dica. Isso não é descuido, é o Sabá voltando ao trabalho. — Eu não tenho nada contra os três do Solar. O Canela acolheu, e o abrigo é dele. O que eu quero é cortar a fonte. — Eu já achei o batizador. Um sujeito chamado Ismael Bento, que roda a estrada de Lagolândia. Mas ele é peão. — Quem eu quero é quem manda nele. E aí eu empaco.
O que cada um paga
| Quem | Recompensa |
|---|---|
| Canela-Fina — ruas e submundo | Território. Ele concede caça livre na área dele por um tempo, sem pedir licença a ninguém da Torre. E esconderijo para quem precisar sumir |
| Mateus — transporte e mineradoras | Carro, motorista, carga sem revista, e movimento pelas matas em volta |
O que o Mateus não dá, e diz na cara:
— Eu passo pela mata porque o acordo é comigo. Não é com vocês, e não é com a Camarilla que vocês carregam no bolso. — Se quiserem sair desta cidade, vão ter que fazer o acordo de vocês. E eu não sei se dá.
🎴 Mateus Sampaio — Gangrel, Barão Anarch
| Clã Gangrel · Geração 12ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 7 | |
| Ataque 9 · Defesa 7 · Vitalidade 9 · Vontade 8 | |
| Perícias | Sobrevivência 4, Condução 4, Intuição 4, Briga 4, Liderança 3 |
| Disciplinas | Metamorfose 2 · Fortitude 2 · Potência 2 |
| Paradas prontas | Ler intenção 8 · Rastrear 8 · Dirigir em estrada ruim 9 |
| Influência | Transporte e indústria. Rodoviária e mineradoras |
| Segredo | Acordo pessoal com os Garou para livre trânsito nas matas |
| O que ele quer | Cortar a fonte antes que a Torre use isso contra os anarcas |
| No que ele erra | Acha que é só Sabá. Não faz ideia do Xerife |
| Fala | — Eu não quero trono. Quero trilha livre e lua limpa. |
🧊 Noite 4 — Laboratório Santa Rita
📍 Hospital particular e laboratório de análises, no Centro, perto da Rua do Rosário. Pertence a uma família tradicional da cidade.
(Inteligência + Investigação, Dif. 2, ou Manha, Dif. 2:) à noite o lugar serve de fachada para manipulação de sangue. Há uma ala privada no subsolo.
O segurança noturno é Phill, homem forte e desconfiado. Há CFTV na entrada.
| Método | Como | Resultado |
|---|---|---|
| Persuasão, Dif. 3 | "Estou aqui a pedido do Dr. Malcolm." | Ele deixa passar |
| Intimidação, Dif. 4 | — | Cede, mas alerta os outros |
| Dominação | — | Entrada limpa, sem suspeita |
| Porta lateral | Destreza + Tecnologia, Dif. 2, no painel | Leva à lavanderia, e daí ao porão por um azulejo solto |
Interior: piso limpo demais para um lugar em funcionamento. Crucifixos e imagens de Santa Rita de Cássia nas paredes.
Sobre uma das mesas, anotação à mão:
"A paciente anônima apresenta sinais de regeneração anormal. O sangue reage a estímulos elétricos. Comprador precisa de ressonância Melancólica. Código de amostra: 1969."
(Inteligência + Erudição, Dif. 3, ou qualquer um que conheça a história do Xerife:) 1969 não é número de amostra. É ano.
⚙️ O corredor dos freezers
Fileiras de refrigeradores industriais zumbindo baixo. Todos vazios, exceto o Freezer 3 — pela janela, uma mulher deitada, com uma estaca no coração.
Ao abrir, há um painel eletrônico. Senha: 1969.
A porta desliza. Compartimento de ferro, luz vermelha.
🩸 Raíssa
Amarrada a uma cadeira metálica, tubos presos às veias. Uma música clássica triste tocando.
Em torpor. Ao acordar, a voz sai como sussurro de vidro quebrado:
— Achei que o sangue me salvaria. Mas ele me comeu por dentro.
Se a libertarem, ela cai de joelhos e grita. O Phill chega na hora.
| O que a mesa faz | Resultado |
|---|---|
| Nada, ou não chegam a tempo | Ela se lança sobre o Phill e drena até a morte |
| Seguram a Raíssa — Força + Briga, Dif. 3 | Ela para, tremendo. O Phill foge |
| Tiram o Phill dali — Destreza + Atletismo, Dif. 2 | Ele sai vivo e conta tudo ao patrão |
| Alimentam a Raíssa antes | Sem teste. Ela se acalma |
Se o Phill morrer, o Xerife dá um jeito. Acidente de trabalho, comunicado interno, nada em jornal. A coterie nem fica sabendo que foi encoberto — e é exatamente por isso que deveria assustar.
Quando termina, ela chora sangue olhando as próprias mãos.
— Eu só queria parar de doer. O Feijão ainda me ama?
| Resposta | Resultado |
|---|---|
| — Sim, ele te procura | Ela se acalma e agradece |
| — Não sei, ele mudou | Ela foge desesperada para o rio |
| — Você é um perigo | Ela ataca, e morre |
(Se o Feijão foi recolhido pelo Ventura, qualquer resposta é mentira. Deixe a mesa decidir se mente.)
🔍 O que fica
| Achado | O que significa |
|---|---|
| Os tubos e a cadeira | Isso não é banco de sangue. É extração |
| A anotação com "comprador" | Alguém encomenda. E encomenda por ressonância |
| O código 1969 | O trabalho do Xerife na ditadura não parou. Só mudou de prédio |
| Registro de entrada — Investigação, Dif. 3 | Termo de recolhimento de indigente. Assinado por Ventura |
A coterie sai daqui com a chantagem mais pesada da crônica, e não vai poder usar. Não há crime a denunciar: há procedimento. Se levarem à Celina, o Xerife responde com número, data e assinatura.
🔪 Noite ⟡ — A Caçada
Quantas noites a mesa precisar.
📍 A estrada de Lagolândia
Ismael Bento, 13ª geração. Não é fanático nem estrategista: é um homem que recebeu uma missão e faz mal feito. Abraça na estrada, larga onde caiu, e vai embora.
A proliferação não é plano. É transbordamento — ele não consegue controlar quem cria, e ninguém acima dele quis isso.
| Como chegar nele | Teste |
|---|---|
| Rastrear pelo Canela-Fina, no submundo | Manipulação + Manha, Dif. 2 |
| Vigiar a estrada em noite de festa | Raciocínio + Prontidão, Dif. 3 |
| Usar o Feijão ou a Jéssica para reconhecê-lo | Sem teste, e custa caro a eles |
| Emboscar | Destreza + Furtividade, Dif. 3 |
Ele carrega a máscara de boi numa sacola de feira. Comprada na Praça do Coreto, como qualquer turista compra.
Ele não sabe quem manda nele. (Manipulação + Intimidação, Dif. 3, ou Dominação — e o que sai é isto:)
— Eu recebo bilhete. Faço o que tá escrito e levo o resultado pro portão dos fundos. — Nunca vi ninguém. Nunca perguntei. Eu deixo e vou embora.
O que ele entrega é o portão, não a pessoa.
| O que ele descreve | O que é |
|---|---|
| Portão de serviço, no fundo de um terreno murado, no Centro | O hospital |
| Bilhetes de papel de receituário, letra de máquina | Ninguém assina |
| Ele deixa e alguém recolhe. Sempre depois das três | Turno da noite |
| Solução | Custo |
|---|---|
| Matar | O Mateus fica satisfeito. E a fonte não secou |
| Entregar ao Mateus | Ele resolve por conta, e a coterie fica limpa |
| Entregar à Torre | O Algoz é obrigado a agir, e a coterie ganha status |
| Soltar em troca do endereço | Ele some da cidade. Volta na Pt. 3 |
🎴 Ismael Bento — 13ª geração
| Geração 13ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 4 | |
| Ataque 7 · Defesa 5 · Vitalidade 7 · Vontade 5 | |
| Perícias | Furtividade 3, Briga 3, Condução 3 |
| Disciplinas | Ofuscação 2 · Potência 1 |
| Equipamento | Máscara de boi de Cavalhadas, numa sacola de feira |
| O que ele quer | Cumprir tarefa e não ser notado |
| O que ele não sabe | Quem manda nele. E que o que ele larga na estrada acaba num freezer |
⛪ Noite Final — Nossa Senhora do Rosário
O Algoz
📍 Igreja do Bonfim, no alto do Largo. Ou ele manda o Pastor Elias chamar.
Pe. Luciano Camargo Fleury, Tremere, Algoz. Continua ferido do fogo da Pt. 1 — dano agravado cura devagar, e ele não pode se dar ao luxo de caçar em público para se recuperar.
— Vocês estiveram num galpão que eu mandei explodir. Estiveram com um carniçal meu. — E agora andam perguntando por gente de sangue ralo. — Vamos economizar tempo.
Ele entrega o que faltar, conforme o que a mesa perdeu:
| Se perderam | Ele diz |
|---|---|
| A pulseira | — Aquele código não é de paróquia. É numeração de setor. Prédio de saúde |
| O caderno | — Alguém entrega no mesmo lugar toda semana há quatro meses. Eu sei porque recebo remessa e conheço o formato do papel |
| O nome | — Irmã Doracy. Consta em arquivo eclesiástico como coordenadora de pastoral da saúde. Morreu em 2009 e continua assinando escala |
E a correção que reorganiza tudo:
— Não existe um Nossa Senhora do Rosário nesta cidade. Existem dois. — A igreja é a que todo mundo olha. O outro é hospital, é particular, e ninguém entra sem ser convidado.
Ele não cobra nada. É a única vez na crônica em que alguém entrega informação de graça — porque abater cria não autorizada é obrigação de cargo dele, e ele não tem pernas para ir sozinho.
O que ele não explica, e sustenta a Pt. 3: por que o Xerife nunca investigou hospital nenhum. Ele acha que é covardia política.
🏥 O Hospital
📍 Hospital Nossa Senhora do Rosário, particular, atendimento 24h. Dois médicos, quatro enfermeiros. Todos fanáticos.
Pacientes terminais recebem "cura pelo sangue". Alguns acordam diferentes.
| Entrada | Teste |
|---|---|
| Pela recepção, com história | Manipulação + Lábia, Dif. 3 |
| Pela lavanderia e o setor de resíduos | Destreza + Furtividade, Dif. 3 |
| Como paciente | Sem teste, e é a pior ideia possível |
| Com o Algoz junto | Ele entra. E não aguenta luta |
O que se acha, sem teste:
- A ala do terceiro andar, sem placa, com escala de plantão assinada por D.
- Bolsas identificadas por ressonância, não por tipo sanguíneo
- Uma capela interna, ativa, com velas acesas às quatro da manhã
🗂️ O que os documentos dizem
Ninguém aparece. A ala do terceiro andar está em funcionamento e vazia de conversa — enfermeiros que não respondem, uma capela acesa às quatro da manhã, e papel em todo lugar.
| Documento | Onde | O que diz |
|---|---|---|
| Escala de plantão | Mural da ala | Turno da noite, todos os dias, assinatura só com inicial: D. |
| Ficha funcional | Administração | Doracy Alves de Sousa, coordenadora de pastoral da saúde, admitida em 1998 |
| Certidão — Investigação, Dif. 2, cruzando com cartório ou arquivo eclesiástico | Fora do hospital | Óbito em 2009. E ela continua assinando escala todo mês |
| Etiquetas das bolsas | Geladeira da ala | Identificadas por ressonância, não por tipo sanguíneo |
| Requisição de saída | Junto às bolsas | Destino: um lote do Circuito, com número |
O horror desta noite é administrativo. Uma mulher morta há dezessete anos preenche escala, o setor de pessoal aceita, e ninguém nunca conferiu. Ela não precisa se esconder — ela está no mural.
A coterie sai com o nome e não com a pessoa. Doracy não aparece na Parte 2. Quem ela é, e o que ela é, fica para a Parte 3.
🎴 Pe. Luciano Camargo Fleury — Tremere, Algoz
| Clã Tremere · Geração 11ª · Potência de Sangue 4 · Humanidade 5 | |
| Ataque 7 · Defesa 5 · Vitalidade 7 (ferido) · Vontade 9 | |
| Perícias | Ocultismo 5, Erudição 5, Investigação 4, Medicina 3 |
| Disciplinas | Feitiçaria de Sangue 4 · Auspícios 3 · Dominação 2 |
| Paradas prontas | Reconhecer o sobrenatural 9 · Interrogar 7 · Aguentar dor 9 |
| Estado | Ferido por fogo há semanas. Não entra em combate se puder evitar |
| O que ele quer | Cumprir o cargo. E, por baixo, terminar o ritual que devolve humanidade a um vampiro |
| Fala | — Toda alma é uma fórmula. Todo milagre, uma equação escrita em sangue. |
🩸 Fecho da Parte 2
A coterie sabe o nome do prédio. Sabe quem trabalha lá. E sabe que quem manda não é a enfermeira.
O que se decidiu sem ninguém anunciar: de que lado eles estão. Não houve pergunta e não houve juramento — houve o Solar, houve o Ventura, houve o freezer, e houve uma noite no boteco em que alguém explicou por que eles foram mandados para cá.
| O que sobrou na mão deles | Vale em |
|---|---|
| O nome do hospital | Pt. 3 — a partir daqui, o serviço é rastrear o culto |
| O termo de recolhimento assinado pelo Ventura | Chantagem impossível de usar |
| O código 1969 | O que o Xerife fez, e continua fazendo |
| A palavra "comprador" | Anápolis. Ninguém percebeu ainda |
| O que restou dos três do Solar | Aliados, ou peso na consciência |
| A promessa do Mateus sobre as matas | Pt. 3 — é a única saída da cidade |
O que a Torre continua sem saber: que existem Sangue-Fracos em Pirenópolis, que o Xerife extrai deles, e por que os lobos fecharam as estradas. Três ignorâncias diferentes, e cada uma vai custar caro.
⚠️ Continuidade
| Item | Como ficou |
|---|---|
| Arcos | Pt. 1 Camarilla · Pt. 2 Anarcas · Pt. 3 Sabá |
| As estradas | Fechadas pelos Garou desde antes da chegada. Não é obra de vampiro |
| Henrique | Extrai sangue de Sangue-Fracos no Laboratório Santa Rita. Recolhimento pelo Ventura, legal e documentado |
| O comprador | Sobe nos lotes do Circuito para Anápolis, para uso da corte |
| Vittoria | Não sabe de nada. A rixa do leilão é o que parece ser |
| Hierarquia do Sabá | Santa Dica 10ª · Apóstolos 11ª · Doracy 12ª · Ismael 13ª · abandonados 14ª |
| Doracy | Não aparece na Pt. 2. É descoberta por documento. Morreu em 2009 e continua na escala |
| Ismael | Não conhece quem manda nele. Entrega o portão, não o nome |
| A proliferação | Transbordamento do 13ª, não estratégia |
| Mascarado de boi | Na Pt. 2 é um homem com máscara de feira. Não é o espírito da Pt. 1 |
| Aruanã e Lavadeira | Fora desta parte |
| Luciano | Ferido desde a Pt. 1. Rede de segurança da mesa: entrega o que faltou |
| Celina | Não aparece. O arco dela é a Pt. 3 |
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