sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Pirenópolis by Night - Várias histórias Pt. 2

 

Pirenópolis by Night — Pt. 2

A Outra Cidade · v2

Vampiro: A Máscara — 5ª Edição


⚖️ Princípios sugeridos para esta crônica

  1. Não mate quando existir outra saída.
  2. Não coma de quem já está caído.
  3. Não entregue inocente para salvar segredo de Membro.

O terceiro é o que esta parte cobra.


🌙 As noites

Noite
1 Prestação de Contas
2 Os Três do Solar
3 Boteco do Tiano
4 Laboratório Santa Rita
A Caçada
Final Nossa Senhora do Rosário

As noites 1 a 4 correm em ordem. A Caçada pode levar quantas noites a mesa precisar.

O que a coterie quer

Sair. As estradas estão fechadas e quem fechou não é vampiro nenhum. A Celina disse que ninguém sai até ela entender — e ela não vai entender, porque o problema não é dela.

A pergunta que a parte responde: quem está fabricando vampiro em Pirenópolis.

O que a coterie não vê

O que sai do Laboratório Santa Rita entra nos lotes do Circuito e sobe para Anápolis, para uso da corte. A mesma corte que os mandou para cá.



🏛️ Noite 1 — Prestação de Contas

📍 Elísio, na Pousada das Cavalhadas. O Xerife recebe sozinho, sem a corte.

Dr. Henrique Curado: — Boa noite. Se vocês estão aqui, suponho que o armazém do Sabá foi destruído. — Tiveram algum problema com essa tarefa?

O relato

(Teste social de apresentação. Depois, teste mental: Inteligência + Política, Dif. 2.)

O que a coterie escolhe contar cria um credor diferente para o resto da parte.

O que contam Consequência
Dedurar o Mercúrio — que perdeu a carga Ele perde a proteção do Xerife. Passa a cobrar caro de vocês para sempre
Falar da rixa Vittoria × Luciano O Xerife registra e guarda. A Vittoria descobre em duas noites
Não falar nada Ele acredita. E fica achando que vocês são competentes, o que é pior
Contar do quadro, das ampolas ou do caderno Ele estende a mão. Se entregarem, some. Se não, ele não insiste

Se mostrarem o caderno, ele lê a sigla em voz alta:

— Nossa Senhora do Rosário. É a Matriz. — Alguém anda entregando coisa na igreja da cidade toda semana, há quatro meses.

Ele diz isso com convicção, e é o que qualquer pessoa em Pirenópolis leria. Ele viu o código de setor na pulseira do cantor semanas antes e sabe que aquilo é numeração de prédio de saúde. Não junta as duas coisas na frente deles. Não quer ninguém perto de hospital.

E devolve o caderno. Acha que não vale nada.

A recompensa

— Vocês serão recompensados. Podem se hospedar na Pousada dos Mouros, tem uma bela vista do Cavalhódromo. Digam o meu nome.

Sair da Pousada das Cavalhadas é sair do território da Vittoria. A partir daqui, a coterie deve hospedagem ao Xerife, e ela nem percebeu que trocou de credor.

— Vocês ainda podem provar valor para a Camarilla. É perturbador, mas faltam talentos nesta cidade.

E encerra. Ele não encomenda nada. É a última vez que a coterie o vê satisfeito.

🔥 Na saída

📍 Encostado na moto, na porta da Pousada.

Rafa "Canela-Fina": — Olha só se não são os garotos-propaganda da Camarilla. — E aí, como é puxar o saco de vampiro uma semana mais velho que vocês?

E então, sem transição, o pedido:

— Ouviram falar que tem um grupo de vampiro doente escondido numa casa abandonada? Vila Matutina, perto do córrego. O Solar Cândido. — Meus contatos falam que eles andam de dia. Se for verdade, são Sangue-Fracos — 14ª geração ou mais, vitae diluída demais para disciplina. — Dá uma checada pra mim. Se forem ameaça, beleza, me avisa. — Mas se só tão tentando sobreviver... não deixa a Torre queimar eles por esporte.

Ele não paga adiantado e não esconde que está pedindo favor. É a primeira vez que alguém nesta cidade pede alguma coisa sem cobrar.

🎴 Dr. Henrique Curado — Ventrue, Xerife

Clã Ventrue · Geração 11ª · Potência de Sangue 2 · Humanidade 6
Ataque 9 · Defesa 6 · Vitalidade 9 · Vontade 8
Perícias Intimidação 4, Investigação 4, Política 5, Liderança 4, Medicina 4
Disciplinas Dominação 3 · Fortitude 3 · Presença 2
Paradas prontas Detectar mentira 7 · Intimidar 8 · Encerrar um assunto 9
Nesta parte Aparece na Noite 1 e some. Isso é de propósito
O que ele quer Que ninguém olhe para prédio de saúde
Fala — Não me interessa julgar. Me interessa contar.

🎴 Rafa "Canela-Fina" Monteiro — Brujah

Clã Brujah · Geração 12ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 7
Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 8 · Vontade 6
Perícias Manha 4, Briga 4, Lábia 4, Condução 3, Liderança 3
Disciplinas Potência 2 · Presença 2 · Ligeireza 2
Paradas prontas Achar alguém na rua 8 · Convencer numa mesa de bar 7 · Se meter em briga 8
Influência Ruas e submundo. Boteco do Tiano e Beira Rio
O que ele quer Que ninguém morra à toa
Segredo Tem laço de sangue com a Vittoria, e tem vergonha disso
Fala — A revolução não dorme. Ela só espera a próxima noite.


🏚️ Noite 2 — Os Três do Solar

📍 Solar Cândido, Vila Matutina, perto do córrego. Muros rachados, reboco caindo. No portão, garrafas sujas de sangue e seringas.

Três jovens entre colchões e panos. Não esboçam reação quando a coterie entra.

👤 Rafa, o artista faminto

Magro, tatuado, colar de tampinha de garrafa. Segura uma gaiola com um rato morto e está comendo o bicho devagar, quase com vergonha.

— Não olha assim, não. Eu tento não machucar ninguém. — Já passei noite inteira com fome. Se eu encostar em gente, eu perco o controle. Então rato serve. É quente, é vivo, e não grita tanto.

👩 Jéssica, a enfermeira

Uns 30 anos, ainda de jaleco sujo e rasgado. Segura uma garrafa vazia como amuleto.

— Eu ainda não contei pros meus pais. Eles acham que eu tô trabalhando em Goiânia. — Como é que eu encaro eles? Dizer que não respiro mais? Que o cheiro deles me dá fome?

(Se perguntarem quem os criou:)

— Só apareceu aquele homem mascarado. Máscara de boi. Disse que a Santa Dica ia nos aceitar, que a gente ia ser a nova raça da noite. — Eu acreditei.

Para o Narrador: não é o Mascarado da Pt. 1. É um homem de carne e osso usando máscara de Cavalhadas, que qualquer um compra na feira. O nome dele é Ismael Bento.

👦 Feijão, o adolescente

17 anos, camisa do Goiás desbotada, sangue seco no pescoço.

— Cês viram a Raíssa? A minha mina. A gente foi pego junto, ele mordeu nós dois. — Eu acordei aqui e ela não voltou mais. — A mochila dela tá aqui. Eu carreguei. Não consigo abrir aquele caderno de novo.

🧾 A mochila da Raíssa

Está no chão, entre os colchões. (Raciocínio + Investigação, Dif. 1 — está à vista.) Dentro, um diário.

"Feijão está pior a cada noite. Há algo queimando em nós — fome, medo e febre. Acho que sei o que pode nos curar: sangue. A enfermeira Margot disse que a clínica guarda bolsas inteiras na geladeira do Laboratório. Amanhã vou até lá. Vou pegar o que der e fugir antes do nascer do sol."

O texto para no meio, com uma gota seca de sangue na última linha.

A mochila fica na casa, não com uma pessoa. Se a polícia levar os três, ela continua no chão. Se o Feijão for recolhido, ele empurra o caderno na mão de alguém antes de entrar na viatura e diz só: — A Raíssa. Vai lá.

🚔 As viaturas

Vinte minutos depois de a coterie chegar, duas viaturas param na frente. Sem sirene.

Coronel Ventura desce sozinho, fardado, sem arma na mão. Cumprimenta.

— Boa noite. Denúncia de invasão em imóvel particular. — Os senhores respondem por eles?

Ele é cordial, tem papel, tem procedimento. Não ameaça uma vez, e é isso que dá medo.

Para o Narrador: é ronda. Ninguém denunciou a coterie, ninguém a seguiu. A viatura passa ali toda semana, e isso não começou com eles. Se perguntarem, ele responde sem drama: — Denúncia de invasão. A gente passa aqui toda semana.

Escolha O que acontece
Dizem que respondem Assinam termo. Ficam com três Sangue-Fracos na conta, e o Ventura anota os nomes dos quatro. Os três ficam
Mentem e vão embora Os três são recolhidos para averiguação. Somem naquela noite
Entregam Ele agradece pela colaboração. Some tudo
Impedem PM fardada, no centro, com rádio ligado. É a pior noite possível
Escondem antesDestreza + Furtividade, Dif. 3 Ele revista, não acha, e vai embora. Volta em três noites

Se a polícia levar, acabou. Não há resgate, não há segunda chance, não há reviravolta. A coterie descobre depois para onde foram — e é só isso que ganha.

Onde eles vão: Laboratório Santa Rita. A Raíssa foi pelo mesmo caminho, uma semana antes.

🎴 Jéssica, Rafa e Feijão — Sangue-Fracos, 14ª geração

Ataque 4 · Defesa 4 · Vitalidade 6 · Vontade 4
Sem disciplinas. Vitae diluída demais
Andam de dia, com queimadura leve
O que querem Comer sem machucar, e que alguém explique o que aconteceu com eles
Se protegidos O Rafa ajuda a coterie a se mover pela cidade. Respeito entre os anarcas
Se entregues Rumor sobre a crueldade da Camarilla. O Canela-Fina passa a desconfiar

🎴 "Coronel Ventura" — Carniçal Ventrue

Mortal. PM experiente, disciplinado, cordial
Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 7 · Vontade 7
Perícias Liderança 4, Intimidação 3, Armas de Fogo 4, Política 3
Paradas prontas Conduzir uma abordagem 8 · Resistir a coação 7 · Chamar reforço 9
Recursos Duas viaturas, rádio, e 70 policiais no batalhão
O que ele faz Recolhe indigente de madrugada. Legalmente. Não sequestra ninguém
Fala — Rigor da Lei para os Inimigos da Lei.


🍻 Noite 3 — Boteco do Tiano

📍 Comida boa, cerveja gelada, gente de verdade. Nos fundos, uma casa onde os anarcas se reúnem. Refúgio do Canela-Fina.

Ele recebe o relato dos três do Solar. E o Mateus está lá, encostado, esperando.

Mateus Sampaio: — Vocês acham que a Rosa mandou vocês pra cá pra servir a Camarilla? — Mandou pra vigiar a Celina.

E então a aula que ninguém deu a eles na Pt. 1:

— Esta cidade era do Sabá. Domínio do Bispo Pompeu, o "Sabá de Luz". Ele sumiu no ano 2000 e nunca acharam o corpo. — A Celina é criação dele. A Príncipe interina desta cidade foi feita pelo Bispo do Sabá. — Anápolis sabe disso. Por isso ela é interina há seis anos. E por isso mandaram quatro estranhos.

Sobre os sangue-fracos, ele está sincero e errado:

— Tem gente sendo feita na rua, com máscara de boi, em nome da Santa Dica. Isso não é descuido, é o Sabá voltando ao trabalho. — Eu não tenho nada contra os três do Solar. O Canela acolheu, e o abrigo é dele. O que eu quero é cortar a fonte. — Eu já achei o batizador. Um sujeito chamado Ismael Bento, que roda a estrada de Lagolândia. Mas ele é peão. — Quem eu quero é quem manda nele. E aí eu empaco.

O que cada um paga

Quem Recompensa
Canela-Fina — ruas e submundo Território. Ele concede caça livre na área dele por um tempo, sem pedir licença a ninguém da Torre. E esconderijo para quem precisar sumir
Mateus — transporte e mineradoras Carro, motorista, carga sem revista, e movimento pelas matas em volta

O que o Mateus não dá, e diz na cara:

— Eu passo pela mata porque o acordo é comigo. Não é com vocês, e não é com a Camarilla que vocês carregam no bolso. — Se quiserem sair desta cidade, vão ter que fazer o acordo de vocês. E eu não sei se dá.

🎴 Mateus Sampaio — Gangrel, Barão Anarch

Clã Gangrel · Geração 12ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 7
Ataque 9 · Defesa 7 · Vitalidade 9 · Vontade 8
Perícias Sobrevivência 4, Condução 4, Intuição 4, Briga 4, Liderança 3
Disciplinas Metamorfose 2 · Fortitude 2 · Potência 2
Paradas prontas Ler intenção 8 · Rastrear 8 · Dirigir em estrada ruim 9
Influência Transporte e indústria. Rodoviária e mineradoras
Segredo Acordo pessoal com os Garou para livre trânsito nas matas
O que ele quer Cortar a fonte antes que a Torre use isso contra os anarcas
No que ele erra Acha que é só Sabá. Não faz ideia do Xerife
Fala — Eu não quero trono. Quero trilha livre e lua limpa.


🧊 Noite 4 — Laboratório Santa Rita

📍 Hospital particular e laboratório de análises, no Centro, perto da Rua do Rosário. Pertence a uma família tradicional da cidade.

(Inteligência + Investigação, Dif. 2, ou Manha, Dif. 2:) à noite o lugar serve de fachada para manipulação de sangue. Há uma ala privada no subsolo.

O segurança noturno é Phill, homem forte e desconfiado. Há CFTV na entrada.

Método Como Resultado
Persuasão, Dif. 3 "Estou aqui a pedido do Dr. Malcolm." Ele deixa passar
Intimidação, Dif. 4 Cede, mas alerta os outros
Dominação Entrada limpa, sem suspeita
Porta lateral Destreza + Tecnologia, Dif. 2, no painel Leva à lavanderia, e daí ao porão por um azulejo solto

Interior: piso limpo demais para um lugar em funcionamento. Crucifixos e imagens de Santa Rita de Cássia nas paredes.

Sobre uma das mesas, anotação à mão:

"A paciente anônima apresenta sinais de regeneração anormal. O sangue reage a estímulos elétricos. Comprador precisa de ressonância Melancólica. Código de amostra: 1969."

(Inteligência + Erudição, Dif. 3, ou qualquer um que conheça a história do Xerife:) 1969 não é número de amostra. É ano.

⚙️ O corredor dos freezers

Fileiras de refrigeradores industriais zumbindo baixo. Todos vazios, exceto o Freezer 3 — pela janela, uma mulher deitada, com uma estaca no coração.

Ao abrir, há um painel eletrônico. Senha: 1969.

A porta desliza. Compartimento de ferro, luz vermelha.

🩸 Raíssa

Amarrada a uma cadeira metálica, tubos presos às veias. Uma música clássica triste tocando.

Em torpor. Ao acordar, a voz sai como sussurro de vidro quebrado:

— Achei que o sangue me salvaria. Mas ele me comeu por dentro.

Se a libertarem, ela cai de joelhos e grita. O Phill chega na hora.

O que a mesa faz Resultado
Nada, ou não chegam a tempo Ela se lança sobre o Phill e drena até a morte
Seguram a Raíssa — Força + Briga, Dif. 3 Ela para, tremendo. O Phill foge
Tiram o Phill dali — Destreza + Atletismo, Dif. 2 Ele sai vivo e conta tudo ao patrão
Alimentam a Raíssa antes Sem teste. Ela se acalma

Se o Phill morrer, o Xerife dá um jeito. Acidente de trabalho, comunicado interno, nada em jornal. A coterie nem fica sabendo que foi encoberto — e é exatamente por isso que deveria assustar.

Quando termina, ela chora sangue olhando as próprias mãos.

— Eu só queria parar de doer. O Feijão ainda me ama?

Resposta Resultado
— Sim, ele te procura Ela se acalma e agradece
— Não sei, ele mudou Ela foge desesperada para o rio
— Você é um perigo Ela ataca, e morre

(Se o Feijão foi recolhido pelo Ventura, qualquer resposta é mentira. Deixe a mesa decidir se mente.)

🔍 O que fica

Achado O que significa
Os tubos e a cadeira Isso não é banco de sangue. É extração
A anotação com "comprador" Alguém encomenda. E encomenda por ressonância
O código 1969 O trabalho do Xerife na ditadura não parou. Só mudou de prédio
Registro de entrada — Investigação, Dif. 3 Termo de recolhimento de indigente. Assinado por Ventura

A coterie sai daqui com a chantagem mais pesada da crônica, e não vai poder usar. Não há crime a denunciar: há procedimento. Se levarem à Celina, o Xerife responde com número, data e assinatura.



🔪 Noite ⟡ — A Caçada

Quantas noites a mesa precisar.

📍 A estrada de Lagolândia

Ismael Bento, 13ª geração. Não é fanático nem estrategista: é um homem que recebeu uma missão e faz mal feito. Abraça na estrada, larga onde caiu, e vai embora.

A proliferação não é plano. É transbordamento — ele não consegue controlar quem cria, e ninguém acima dele quis isso.

Como chegar nele Teste
Rastrear pelo Canela-Fina, no submundo Manipulação + Manha, Dif. 2
Vigiar a estrada em noite de festa Raciocínio + Prontidão, Dif. 3
Usar o Feijão ou a Jéssica para reconhecê-lo Sem teste, e custa caro a eles
Emboscar Destreza + Furtividade, Dif. 3

Ele carrega a máscara de boi numa sacola de feira. Comprada na Praça do Coreto, como qualquer turista compra.

Ele não sabe quem manda nele. (Manipulação + Intimidação, Dif. 3, ou Dominação — e o que sai é isto:)

— Eu recebo bilhete. Faço o que tá escrito e levo o resultado pro portão dos fundos. — Nunca vi ninguém. Nunca perguntei. Eu deixo e vou embora.

O que ele entrega é o portão, não a pessoa.

O que ele descreve O que é
Portão de serviço, no fundo de um terreno murado, no Centro O hospital
Bilhetes de papel de receituário, letra de máquina Ninguém assina
Ele deixa e alguém recolhe. Sempre depois das três Turno da noite
Solução Custo
Matar O Mateus fica satisfeito. E a fonte não secou
Entregar ao Mateus Ele resolve por conta, e a coterie fica limpa
Entregar à Torre O Algoz é obrigado a agir, e a coterie ganha status
Soltar em troca do endereço Ele some da cidade. Volta na Pt. 3

🎴 Ismael Bento — 13ª geração

Geração 13ª · Potência de Sangue 1 · Humanidade 4
Ataque 7 · Defesa 5 · Vitalidade 7 · Vontade 5
Perícias Furtividade 3, Briga 3, Condução 3
Disciplinas Ofuscação 2 · Potência 1
Equipamento Máscara de boi de Cavalhadas, numa sacola de feira
O que ele quer Cumprir tarefa e não ser notado
O que ele não sabe Quem manda nele. E que o que ele larga na estrada acaba num freezer


⛪ Noite Final — Nossa Senhora do Rosário

O Algoz

📍 Igreja do Bonfim, no alto do Largo. Ou ele manda o Pastor Elias chamar.

Pe. Luciano Camargo Fleury, Tremere, Algoz. Continua ferido do fogo da Pt. 1 — dano agravado cura devagar, e ele não pode se dar ao luxo de caçar em público para se recuperar.

— Vocês estiveram num galpão que eu mandei explodir. Estiveram com um carniçal meu. — E agora andam perguntando por gente de sangue ralo. — Vamos economizar tempo.

Ele entrega o que faltar, conforme o que a mesa perdeu:

Se perderam Ele diz
A pulseira — Aquele código não é de paróquia. É numeração de setor. Prédio de saúde
O caderno — Alguém entrega no mesmo lugar toda semana há quatro meses. Eu sei porque recebo remessa e conheço o formato do papel
O nome — Irmã Doracy. Consta em arquivo eclesiástico como coordenadora de pastoral da saúde. Morreu em 2009 e continua assinando escala

E a correção que reorganiza tudo:

— Não existe um Nossa Senhora do Rosário nesta cidade. Existem dois. — A igreja é a que todo mundo olha. O outro é hospital, é particular, e ninguém entra sem ser convidado.

Ele não cobra nada. É a única vez na crônica em que alguém entrega informação de graça — porque abater cria não autorizada é obrigação de cargo dele, e ele não tem pernas para ir sozinho.

O que ele não explica, e sustenta a Pt. 3: por que o Xerife nunca investigou hospital nenhum. Ele acha que é covardia política.

🏥 O Hospital

📍 Hospital Nossa Senhora do Rosário, particular, atendimento 24h. Dois médicos, quatro enfermeiros. Todos fanáticos.

Pacientes terminais recebem "cura pelo sangue". Alguns acordam diferentes.

Entrada Teste
Pela recepção, com história Manipulação + Lábia, Dif. 3
Pela lavanderia e o setor de resíduos Destreza + Furtividade, Dif. 3
Como paciente Sem teste, e é a pior ideia possível
Com o Algoz junto Ele entra. E não aguenta luta

O que se acha, sem teste:

  • A ala do terceiro andar, sem placa, com escala de plantão assinada por D.
  • Bolsas identificadas por ressonância, não por tipo sanguíneo
  • Uma capela interna, ativa, com velas acesas às quatro da manhã

🗂️ O que os documentos dizem

Ninguém aparece. A ala do terceiro andar está em funcionamento e vazia de conversa — enfermeiros que não respondem, uma capela acesa às quatro da manhã, e papel em todo lugar.

Documento Onde O que diz
Escala de plantão Mural da ala Turno da noite, todos os dias, assinatura só com inicial: D.
Ficha funcional Administração Doracy Alves de Sousa, coordenadora de pastoral da saúde, admitida em 1998
Certidão — Investigação, Dif. 2, cruzando com cartório ou arquivo eclesiástico Fora do hospital Óbito em 2009. E ela continua assinando escala todo mês
Etiquetas das bolsas Geladeira da ala Identificadas por ressonância, não por tipo sanguíneo
Requisição de saída Junto às bolsas Destino: um lote do Circuito, com número

O horror desta noite é administrativo. Uma mulher morta há dezessete anos preenche escala, o setor de pessoal aceita, e ninguém nunca conferiu. Ela não precisa se esconder — ela está no mural.

A coterie sai com o nome e não com a pessoa. Doracy não aparece na Parte 2. Quem ela é, e o que ela é, fica para a Parte 3.

🎴 Pe. Luciano Camargo Fleury — Tremere, Algoz

Clã Tremere · Geração 11ª · Potência de Sangue 4 · Humanidade 5
Ataque 7 · Defesa 5 · Vitalidade 7 (ferido) · Vontade 9
Perícias Ocultismo 5, Erudição 5, Investigação 4, Medicina 3
Disciplinas Feitiçaria de Sangue 4 · Auspícios 3 · Dominação 2
Paradas prontas Reconhecer o sobrenatural 9 · Interrogar 7 · Aguentar dor 9
Estado Ferido por fogo há semanas. Não entra em combate se puder evitar
O que ele quer Cumprir o cargo. E, por baixo, terminar o ritual que devolve humanidade a um vampiro
Fala — Toda alma é uma fórmula. Todo milagre, uma equação escrita em sangue.


🩸 Fecho da Parte 2

A coterie sabe o nome do prédio. Sabe quem trabalha lá. E sabe que quem manda não é a enfermeira.

O que se decidiu sem ninguém anunciar: de que lado eles estão. Não houve pergunta e não houve juramento — houve o Solar, houve o Ventura, houve o freezer, e houve uma noite no boteco em que alguém explicou por que eles foram mandados para cá.

O que sobrou na mão deles Vale em
O nome do hospital Pt. 3 — a partir daqui, o serviço é rastrear o culto
O termo de recolhimento assinado pelo Ventura Chantagem impossível de usar
O código 1969 O que o Xerife fez, e continua fazendo
A palavra "comprador" Anápolis. Ninguém percebeu ainda
O que restou dos três do Solar Aliados, ou peso na consciência
A promessa do Mateus sobre as matas Pt. 3 — é a única saída da cidade

O que a Torre continua sem saber: que existem Sangue-Fracos em Pirenópolis, que o Xerife extrai deles, e por que os lobos fecharam as estradas. Três ignorâncias diferentes, e cada uma vai custar caro.


⚠️ Continuidade

Item Como ficou
Arcos Pt. 1 Camarilla · Pt. 2 Anarcas · Pt. 3 Sabá
As estradas Fechadas pelos Garou desde antes da chegada. Não é obra de vampiro
Henrique Extrai sangue de Sangue-Fracos no Laboratório Santa Rita. Recolhimento pelo Ventura, legal e documentado
O comprador Sobe nos lotes do Circuito para Anápolis, para uso da corte
Vittoria Não sabe de nada. A rixa do leilão é o que parece ser
Hierarquia do Sabá Santa Dica 10ª · Apóstolos 11ª · Doracy 12ª · Ismael 13ª · abandonados 14ª
Doracy Não aparece na Pt. 2. É descoberta por documento. Morreu em 2009 e continua na escala
Ismael Não conhece quem manda nele. Entrega o portão, não o nome
A proliferação Transbordamento do 13ª, não estratégia
Mascarado de boi Na Pt. 2 é um homem com máscara de feira. Não é o espírito da Pt. 1
Aruanã e Lavadeira Fora desta parte
Luciano Ferido desde a Pt. 1. Rede de segurança da mesa: entrega o que faltou
Celina Não aparece. O arco dela é a Pt. 3


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