🩸 A QUINTA PEÇA
Uma história curta para Vampiro: A Máscara 5ª Edição
Local: casarão de Vittoria di San Martino, Pirenópolis
Duração: 1 sessão, 2–3 horas
Tema: investigação, intriga social e Prestação
Estrutura: duas linhas investigativas, uma circunstancial e uma material
Antagonista: Daniel Faria, carniçal de um Membro de Anápolis
---
1. RESUMO DA HISTÓRIA
Vittoria di San Martino oferece uma festa privada em seu casarão. Entre empresários, artistas e colecionadores, o Comendador conduz um pequeno leilão com peças selecionadas pela anfitriã.
Mercúrio preparou quatro lotes.
Quando o leilão começa, existem cinco.
A peça desconhecida é um antigo retrato de duas jovens. Vittoria reconhece imediatamente uma delas:
ela própria, antes do Abraço.
Ela não conta isso à coterie.
Alguém introduziu o quadro no casarão durante as entregas da festa. Vittoria oferece uma Dívida Menor aos personagens para descobrirem discretamente o responsável.
A investigação apresenta duas explicações plausíveis.
Augusto Valadares, colecionador mortal, queria exatamente aquele quadro, mentirá sobre conhecê-lo e estava no casarão cedo o bastante para introduzi-lo.
Daniel Faria, suposto representante de uma galeria de Goiânia, é na verdade um carniçal de Anápolis. Ele utilizou a movimentação dos fornecedores para deixar o quadro na entrada de serviço.
Enquanto o Comendador conduz indiretamente os personagens até Valadares, os objetos deixados pelo casarão contam outra história, conduzindo aos fundos e a Canela Fina.
Canela Fina viu Daniel entrar.
Na hora, simplesmente não se importou.
---
2. PERSONAGENS
🩸 Vittoria di San Martino
Anfitriã da festa.
Elegante e controlada. Seu principal objetivo é impedir que os convidados percebam que alguém conseguiu violar a segurança de sua casa.
Segredo: uma das mulheres retratadas no quadro é Vittoria mortal.
---
🩸 Joaquim "Comendador" de Oliveira
Toreador, conhecedor de arte e do mercado de antiguidades.
Sua investigação conduz naturalmente a Augusto Valadares.
O Comendador não mente e não está enganando a coterie. As informações que fornece são verdadeiras.
---
🩸 André "Mercúrio" Sogliuzzo
Carniçal de Vittoria.
Responsável pelos funcionários, fornecedores e organização da festa.
Preparou e conferiu pessoalmente os quatro lotes.
---
🩸 Canela Fina
Está discretamente instalado nos fundos do casarão a pedido de Vittoria.
Não é investigador.
É a força de reação da anfitriã.
Mercúrio mantém a festa funcionando. Canela Fina garante que qualquer problema possa desaparecer pelos fundos sem atravessar um salão cheio de mortais.
Os personagens só compreenderão isso completamente no final.
---
Augusto Valadares
Mortal, rico colecionador de arte e antiguidades.
Tentou comprar o retrato poucos dias antes por intermédio do mercado clandestino.
É inocente.
---
Daniel Faria
Apresenta-se como representante de uma pequena galeria de Goiânia.
Educado, discreto e bem vestido.
Na verdade, é carniçal de um Membro de Anápolis.
Recebeu três ordens:
1. entregar o quadro;
2. observar a reação de Vittoria;
3. retornar a Anápolis.
---
3. CENA I — A FESTA
> O casarão está cheio sem parecer lotado.
Música vem do pátio interno. Garçons circulam entre empresários, artistas e colecionadores. Vinho, comida e conversas ocupam os salões.
Pelos fundos, a festa ainda respira sua própria logística: caixas de bebida, gelo, flores, equipamentos e as últimas entregas atravessam a entrada de serviço.
Vittoria recebe pessoalmente seus convidados.
— Esta noite não quero política nem obrigações. Aproveitem minha casa.
Dê algum tempo para os personagens participarem da festa.
Apresente naturalmente:
Comendador, conversando sobre arte.
Valadares, interessado nas peças que serão leiloadas.
Daniel, apresentado como representante de uma galeria de Goiânia.
Mercúrio, entrando e saindo enquanto coordena funcionários.
Não mencione Canela Fina.
Augusto chegou cedo
Se isso surgir em conversa, Valadares foi um dos primeiros convidados.
Sua justificativa é verdadeira:
> — O Comendador me prometeu alguns minutos antes que esta casa ficasse impossível de conversar.
Isso posteriormente lhe dará oportunidade aparente para ter colocado o quadro.
---
4. CENA II — O LEILÃO
O Comendador reúne os convidados.
Mercúrio preparou quatro peças.
Mas existem cinco.
Quando chega à desconhecida:
> Um pequeno retrato antigo é apresentado.
Duas jovens estão lado a lado. Uma permanece sentada; a outra repousa delicadamente a mão sobre seu ombro.
A placa colocada junto à obra diz apenas:
RETRATO DE DUAS JOVENS
Autoria desconhecida — c. 1880
Observando Vittoria
Sagacidade + Percepção — Dificuldade 3
Sucesso:
> Por uma fração de segundo, alguma coisa desaparece do rosto de Vittoria.
Não parece surpresa.
Parece reconhecimento.
Então ela sorri novamente.
O leilão continua normalmente.
---
5. CENA III — O PEDIDO
Alguns minutos depois, Vittoria chama discretamente a coterie.
> — Preciso que façam algo por mim.
— Mercúrio preparou quatro lotes. Há cinco.
— Aquela peça não pertence à minha coleção e não autorizei sua inclusão.
Ela olha brevemente para os convidados.
> — Alguém introduziu aquilo em minha casa.
— Quero saber quem.
Por que não interromper o leilão?
> — Porque meus convidados vieram para uma festa.
— E porque não pretendo conceder a quem fez isso o prazer de saber que conseguiu me perturbar.
Por que os personagens?
> — Mercúrio precisa administrar a casa. O Comendador conhece pessoas demais; qualquer pergunta dele pareceria importante.
— Vocês podem ser curiosos.
E então oferece algo concreto:
> — Tragam-me o responsável e considerarei que lhes devo um favor.
Recompensa: uma Dívida Menor de Vittoria caso identifiquem corretamente o responsável.
---
6. O PRIMEIRO NÓ — MERCÚRIO
Mercúrio é a única entrevista praticamente inevitável.
Ele confirma:
> — Quatro peças. Conferi pessoalmente.
Quando?
> — Antes de começarem a chegar os convidados.
Ele também explica que depois disso houve muita movimentação:
> — Buffet, vinho, gelo, flores, músicos... entrou coisa pelos fundos a noite toda.
Mercúrio utiliza etiquetas impressas e numeradas nos lotes.
A quinta peça possui apenas uma pequena etiqueta manuscrita:
> LEILÃO — SALA PRINCIPAL
Mercúrio examina.
> — Isso não é nosso.
A partir daqui a investigação divide-se.
---
🔴 LINHA I — COMENDADOR → VALADARES
Esta é a linha mais fácil e aparentemente mais convincente.
7. O COMENDADOR
Questionado sobre a peça:
> — Eu conheço esse quadro.
— Não pessoalmente. Conheço sua passagem pelo mercado.
Ele apareceu recentemente em negociações privadas.
E alguém presente tentou comprá-lo:
> — Augusto Valadares.
Se perguntarem quando:
> — Recentemente.
Mais detalhes exigem que o Comendador consulte contatos ou force a memória.
Depois ele poderá fornecer a informação decisiva.
---
8. AUGUSTO VALADARES
Se perguntarem sobre o quadro:
> — Não conheço.
Sagacidade + Empatia — Dificuldade 2
Está mentindo.
Pressionado:
> — Está bem. Conheço a obra.
Por que mentiu?
> — Porque não considero meus negócios particulares assunto de outros convidados.
Mais pressão:
> — Fiz uma oferta.
Como?
> — Por intermediários.
Valadares não quer explicar porque utilizou contatos do mercado clandestino de antiguidades.
Isso produz uma sequência muito incriminadora:
queria o quadro → mentiu → negociou clandestinamente → chegou cedo à festa.
---
9. A PISTA FINAL CONTRA VALADARES
Mais tarde, o Comendador encontra os personagens.
> — Confirmei uma coisa.
— A última oferta de Valadares pela pintura foi feita há menos de uma semana.
Se perguntarem o valor:
> — Alto o suficiente para demonstrar que ele realmente queria aquela peça.
Tudo é verdade.
Mas Valadares não colocou o quadro no casarão.
---
🟢 LINHA II — O CASARÃO → DANIEL
Esta linha exige menos conversa e mais exploração.
O objetivo é reconstruir como a quinta peça entrou na festa.
---
10. A SALA DE PREPARAÇÃO
Os quatro lotes ficaram aqui antes do leilão.
Uma busca:
Raciocínio + Investigação — Dificuldade 2
Atrás de uma mesa encontram:
um pedaço de papel grosso de embalagem e fita adesiva.
Mercúrio confirma:
> — Não usamos isso nas peças.
O quadro foi desembalado dentro do casarão.
Também podem observar a etiqueta manuscrita:
> LEILÃO — SALA PRINCIPAL
Ela não pertence ao sistema utilizado por Mercúrio.
---
11. A ÁREA DE SERVIÇO
Não há uma trilha conveniente de papéis pelo corredor.
Os jogadores precisam raciocinar:
Se entrou embalado, provavelmente veio por onde entraram as outras entregas.
Nos fundos existem:
caixas de vinho;
embalagens de comida;
sacos;
flores;
equipamentos;
material descartado pelos fornecedores.
Raciocínio + Investigação — Dificuldade 3
Entre o descarte encontram uma proteção de canto de quadro e restos da mesma fita encontrada na sala.
A embalagem da quinta peça passou por ali.
Agora sabem por onde ela entrou.
---
12. COMO O QUADRO CHEGOU AO LEILÃO
Perguntando aos funcionários da área de serviço, não é necessário um interrogatório longo.
Um deles simplesmente reconhece a descrição:
> — Ah, isso?
— Tinha escrito "Leilão — Sala Principal". Achei que fosse uma das peças e mandei levar.
Ele não lembra quem entregou.
> — Entrou tanta coisa hoje...
Portanto:
o culpado não precisou circular pelo casarão carregando o quadro.
Deixou-o nos fundos com uma instrução aparentemente legítima.
Os próprios funcionários de Vittoria fizeram o resto.
---
13. CANELA FINA
Continuando pela área dos fundos, os personagens encontram alguém inesperado.
Canela Fina.
Pode estar sentado próximo à saída, fumando ou simplesmente observando o movimento.
> — Boa noite.
O que está fazendo ali?
> — Trabalhando.
Para quem?
> — Vittoria.
Ele não explica mais.
---
14. A ENTREGA
Perguntado sobre a movimentação:
> — Entrou coisa aqui a noite toda.
— Bebida, comida, flor, caixa, gente...
Viu alguém entregar um quadro?
> — Não sei.
Se mostrarem a embalagem ou explicarem que era um objeto comprido embrulhado:
Canela Fina pensa.
> — Teve um.
Quem?
> — Sei lá. Achei que fosse entrega.
Pausa.
> — Espera.
Alguma coisa começa a incomodá-lo.
> — Entregador nenhum tava de paletó.
Ele explica:
> — O sujeito deixou um negócio aqui e foi embora.
"Foi embora?"
> — Daqui dos fundos.
Canela Fina aponta para o casarão.
> — Depois vi o mesmo sujeito lá dentro com uma taça na mão.
Agora ele entende que aquilo não era uma entrega normal.
---
15. A DESCRIÇÃO
Canela Fina não viu perfeitamente o rosto.
Lembra:
homem;
paletó escuro;
sapatos claros;
pequeno detalhe dourado na lapela.
Na festa existem alguns homens que correspondem parcialmente à descrição.
Os personagens precisam voltar ao salão e observar.
Podem encontrar três possibilidades:
um empresário — paletó escuro e sapatos claros, sem detalhe dourado.
um advogado — paletó escuro e broche dourado, sapatos pretos.
Daniel Faria — possui os três elementos.
Não exige necessariamente teste se os personagens examinarem os convidados com calma.
Se estiverem tentando fazer isso rapidamente:
Raciocínio + Percepção — Dificuldade 2.
Daniel usa um pequeno broche dourado da suposta galeria.
---
16. CANELA FINA CONFIRMA
Os personagens podem apontar Daniel discretamente.
Canela Fina observa de longe.
Daniel atravessa o salão.
Canela acompanha seu movimento por alguns segundos.
> — É ele.
Como sabe?
> — Jeito de andar.
Canela Fina não parte imediatamente para cima dele.
Olha para os personagens.
> — O que vocês querem fazer?
A decisão continua sendo da coterie.
---
17. A PRESSÃO DO TEMPO
Não faça Vittoria aparecer exigindo uma resposta.
A própria festa cria o prazo.
Mercúrio passa pelos personagens:
> — Os primeiros convidados estão pedindo os carros. Daqui a pouco começa a debandada.
Daniel também termina sua bebida.
Pega o celular.
Despede-se discretamente de uma pessoa.
Ele está indo embora.
Agora os jogadores precisam decidir.
---
18. AS DUAS TEORIAS
🔴 AUGUSTO VALADARES
Os personagens sabem que:
queria exatamente o quadro;
mentiu sobre conhecê-lo;
tentou adquiri-lo clandestinamente;
fez uma oferta poucos dias antes;
chegou cedo à festa.
Ele possui um motivo claro.
---
🟢 DANIEL FARIA
Os personagens sabem que:
alguém vestido como convidado fez a entrega;
Canela Fina viu esse homem entrar pelos fundos;
depois o viu dentro da festa;
sua descrição corresponde a Daniel;
Canela Fina o reconhece pelo movimento.
Daniel possui o meio e a oportunidade.
Mas ninguém sabe por quê.
Essa é a decisão central da aventura:
seguir o motivo ou seguir a evidência física?
---
19. FINAL A — VALADARES
Se os personagens entregarem Valadares a Vittoria, apresentando suas evidências:
Ela escuta.
> — Ele queria a obra. Mentiu sobre isso e esteve aqui cedo.
Pausa.
> — É uma conclusão razoável.
Então faz apenas uma pergunta:
> — Têm certeza?
Se confirmarem:
> — Muito bem.
Vittoria manda resolver a situação discretamente.
Enquanto isso...
Daniel pede seu carro.
Despede-se.
E vai embora.
Não revele o erro.
O Narrador pode permitir que a verdade apareça noites depois.
Daniel cumpriu as três ordens:
entregou, observou e retornou.
---
20. FINAL B — DANIEL
Os personagens aproximam-se de Daniel.
Ele mantém a compostura.
> — Algum problema?
Se o acusarem:
> — Isso é absurdo.
Entrou pelos fundos?
> — Não.
Canela Fina aparece alguns passos atrás.
> — Entrou.
Daniel olha para ele.
> — Está me confundindo com alguém.
Canela Fina:
> — Não tô.
Se apresentarem a embalagem, descrição ou reconstrução da entrega, Daniel percebe que acabou.
Ele tenta sair.
Pode empurrar alguém, romper o cerco ou surpreender os personagens com força muito acima da esperada.
Deixe a coterie reagir.
Daniel alcança o corredor lateral.
Então:
> Uma mão prende Daniel por trás.
O braço de Canela Fina fecha-se ao redor de seu peito.
Daniel reage imediatamente.
Forte demais para um homem comum.
Por um instante os dois realmente disputam força.
Canela Fina nem parece preocupado.
A força sobrenatural de Canela Fina entra em ação.
Potência.
Ele tira Daniel do equilíbrio, prende seus braços e começa a arrastá-lo para a área de serviço.
> Canela Fina:
— Festa é pro outro lado.
Daniel tenta soltar-se.
Canela Fina continua andando.
> — Vamos conversar lá atrás.
A porta fecha.
A música continua.
Ninguém no salão percebe o que aconteceu.
---
21. NOS FUNDOS
Daniel está imobilizado.
Canela Fina olha para os personagens.
> — Esse aí não é normal.
Eles também perceberam.
Daniel demonstrou força muito superior à de um mortal comum.
A investigação ou interrogatório revela:
Daniel é um carniçal.
Agora a natureza do incidente muda.
Alguém sobrenatural organizou aquilo.
Daniel admite apenas:
> — Mandaram entregar uma coisa.
O quadro?
> — Sim.
Quem?
> — Não vou dizer.
Por quê?
> — Não sei.
De onde veio?
Ele tenta resistir.
Eventualmente:
> — Anápolis.
O nome do domitor não deve ser revelado nesta aventura.
---
22. VITTORIA E CANELA FINA
Vittoria entra nos fundos quando tudo está controlado.
Observa Daniel.
Depois olha para Canela Fina.
> Vittoria:
— Obrigada.
Canela Fina:
> — Foi pra isso que você me chamou.
É a primeira vez que os personagens entendem completamente a presença dele.
Vittoria tinha dezenas de mortais em sua casa.
Mercúrio precisava manter tudo funcionando.
Se surgisse alguma ameaça, Vittoria não queria seguranças correndo pelo salão.
Canela Fina estava nos fundos para fazer problemas desaparecerem.
Daniel acaba de demonstrar exatamente como isso funciona.
---
23. A RECOMPENSA
Depois:
> Vittoria:
— Vocês descobriram quem entrou em minha casa e fizeram isso sem estragar minha festa.
— Cumprirei minha palavra.
A coterie recebe uma Dívida Menor de Vittoria.
Mas resta uma pergunta.
Por que um carniçal de Anápolis faria tudo isso por causa de um retrato?
Se perguntarem:
> — Essa parte não lhes diz respeito.
Se alguém mencionar sua reação:
Vittoria encara o personagem.
> — Vocês descobriram quem trouxe a peça.
— Não confundam minha gratidão com intimidade.
Fim.
---
🔒 SEGREDO DO NARRADOR
Uma das jovens retratadas é Vittoria antes do Abraço.
O quadro não é uma arma.
Não contém ritual.
Não possui poder sobrenatural.
Ele é uma mensagem.
Alguém em Anápolis possui informações — e talvez objetos — relacionados à vida mortal de Vittoria.
A mensagem não precisa de palavras:
> EU SEI QUEM VOCÊ ERA.
Daniel recebeu somente três ordens:
entregar o quadro; observar a reação de Vittoria; retornar.
Quem é seu domitor e por que possui o retrato ficam para uma história futura.
---
FLUXO RÁPIDO DO NARRADOR
FESTA DE VITTORIA
│
LEILÃO — 5ª PEÇA
│
VITTORIA CONTRATA
A COTERIE
│
┌─────────────┴─────────────┐
│ │
LINHA SOCIAL LINHA MATERIAL
│ │
COMENDADOR SALA DO LEILÃO
│ │
VALADARES embalagem estranha
│ │
mente sobre quadro etiqueta falsa
│ │
mercado clandestino FUNDOS
│ │
chegou cedo embalagem descartada
│ │
oferta há poucos dias funcionário levou
│ │
│ CANELA FINA
│ │
│ "entregador de paletó"
│ │
│ descrição parcial
│ │
│ DANIEL
│ │
▼ ▼
VALADARES DANIEL
MOTIVO FORTE MEIO + OPORTUNIDADE
│ │
└─────────────┬─────────────┘
│
CONVIDADOS COMEÇAM A SAIR
│
DECISÃO DA COTERIE
/ \
VALADARES DANIEL
│ │
Daniel escapa confronto
│
tenta fugir
│
CANELA FINA
POTÊNCIA
│
arrasta aos fundos
│
É UM CARNIÇAL
│
ANÁPOLIS
│
DÍVIDA DE VITTORIA
Regra de ouro para narrar
Não diga qual linha está correta.
O Comendador não é uma "pista falsa": tudo que ele descobre sobre Valadares é verdade.
Da mesma forma, não faça Canela Fina dizer "Daniel é o culpado". Ele confirma apenas:
> — Esse é o homem que eu vi.
Quem transforma os fatos em uma acusação são os jogadores.
Assim, se escolherem Valadares, eles realmente resolveram o mistério errado — em vez de simplesmente terem falhado num teste.

Nenhum comentário:
Postar um comentário