Pirenópolis by Night — Pt. 1
Quem Manda Nesta Cidade · v11
Vampiro: A Máscara — 5ª Edição
⚖️ Princípios sugeridos para esta crônica
- Não mate quando existir outra saída.
- Não coma de quem já está caído.
- Não entregue inocente para salvar segredo de Membro.
🌙 As noites
| Noite | |
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| 1 | A Chegada |
| 2 | Mercúrio |
| ⟡ | O Museu das Cavalhadas |
| ⟡ | A Casa da Rua Aurora |
| ⟡ | O Caçador Caçado |
| Final | Fogo no Jatobá |
As três noites marcadas com ⟡ acontecem em qualquer ordem, e podem levar mais de uma noite cada. A coterie está procurando uma coisa só: onde está o Algoz. Ninguém sabe. Cada um sabe quem sabe mais, e cobra por dizer.
A cadeia: Vittoria → Comendador → Pastor Elias → Krug → Luciano → o galpão.
O Caçador Caçado é sempre a última das três, porque é ela que entrega o endereço.
🏛️ Noite 1 — A Chegada
No Elísio
📍 Mateus para em frente à Igreja Matriz e não desce do carro.
— É ali. Pousada das Cavalhadas. — Daqui pra frente é com vocês. Eu não subo aquela escada.
📍 Pousada das Cavalhadas, o Elísio da cidade. A Vittoria administra o lugar como terreno neutro, e é ela quem manda arrumar o salão quando há reunião. Pé-direito alto, retrato a óleo em toda parede, cera escorrida na mesa grande.
Os quartos de cima também são deles, pelo tempo que a Guardiã permitir. Dormir dentro do Elísio significa que qualquer um da corte sabe exatamente onde a coterie está.
Cinco cadeiras. Quatro ocupadas. A quinta está posta, com taça e tudo, e ninguém senta nela a noite inteira.
Eles não param de discutir quando a coterie entra. Isso é de propósito.
Comendador: — Você tinha que levar todos os lotes, Vittoria. O dinheiro já estava no Circuito.
Vittoria: — Eu paguei e não recebi. É diferente de não ter levado.
Comendador: — A nota saiu no seu nome. O resto é assunto seu.
Celina: (sem levantar a voz) — Depois.
Celina apresenta a mesa, e é só o que ela faz esta noite:
— Rosa mandou vocês para servir. Servir é o que vocês vão fazer. — Este é o Comendador, nossa Hárpia. O que ele anota, a cidade sabe. — Vittoria di San Martino, Guardiã deste Elísio. — Dr. Henrique Curado, nosso Xerife. — Falta o Padre Luciano Fleury, nosso Algoz. Está indisposto há três semanas.
(Raciocínio + Intuição, Dif. 2:) ao dizer "indisposto", ninguém na mesa olha para ninguém. É a única mentira educada da noite.
Se perguntarem quando podem voltar para Anápolis:
— Quando eu disser que podem.
Não há papel. Não há prazo. É palavra dela, e palavra dela não existe se ela decidir que não existe.
O serviço
Henrique, sem levantar os olhos da taça:
— Vocês têm um serviço. Loja de Caça e Pesca, na Benjamin Constant. Procurem o homem que mora em cima, chamado Mercúrio. — Ele explica.
E é tudo que ele diz sobre o assunto a noite inteira.
🚗 O problema do Mateus
Um anarca conhecido largou quatro recém-chegados da Camarilla na porta do Elísio, e o Xerife odeia anarcas.
| Se a mesa | Então |
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***
Vittoria di San Martino (sai da sala):
Pastor Elias Montenegro (esperando no patio interno da pousada):
— Ei você, já sei quem são vocês, vocês são cainitas não. Não me enrola, eu trabalho para um vampiro também. Não se preocupe com a máscara. É muito bom conversar com algum membro. Muito difícil esses encontros. Eu sou um carniçal.
— Carniçal é quem toma sangue de um cainita por algum tempo, e se torna seu servo. É muito bom beber vitae, é viciante. Não existe droga melhor que essa. Eu me sinto como um deus. Posso fazer de tudo.
— Não posso dizer, mas estou em uma missão secreta para meu Mestre. Não posso dizer quem é meu mestre, mas é muito bom conversar com alguém sobre vampiros de vez enquanto.
— Tranquilo, se não quiser conversar.
Vittoria di San Martino (antes de sair da pousada):
Vittoria di San Martino:
— Senhores, permitam-me apresentar o anarquista mais fofo de Pirenópolis. Rafa “Canela-Fina” Monteiro — motoqueiro, poeta e o pesadelo de qualquer xerife.
Rafa “Canela-Fina”:
— Fofo, Vittoria? Vai acabar com minha fama. Mas é isso aí, camaradas... sejam bem-vindos. Quando se cansarem da Camarilla venham ao Boteco do Tiano, território Brujah e Anarquista da cidade. Se quiserem ouvir umas verdades — ou mentiras boas —, é pra lá que a revolução vai acontecer.
- Vittoria quer usar a carga para prejudicar Luciano ou o Sabá.
- Canela-Fina quer descobrir quem comercializa armas.
(Rafa e Vittoria saem...)
🍻 Rua do Lazer
📍 Bar de esquina com música ao vivo, mesa na calçada, umas sessenta pessoas.
O cantor erra a letra. Erra de novo. Passa a mão no rosto e a mão volta vermelha.
Ele está sangrando pelos olhos. E está sorrindo.
Ele explode em chamas negras. Junto com três pessoas da plateia, em pontos diferentes do bar.
Enfrentando o fogo - Rötschreck ou frenesi de terror: rolagem de Força de Vontade (Dif: 2).
⚔️ O combate
Dois Flagelantes, cada um com uma função diferente:
Os personagens precisam decidir: apagar o incêndio e salvar mortais, ou perseguir o fanático que foge pela rua em direção ao Beira Rio.
💀 Homem 1 (roupas pretas com revolver)
Disciplina - Ofuscação 2 - Passagem invisível (Ataque surpresa - dif: 1)
Vitalidade 4
Ação: Soco (Autocontrole + Arma fogo = 4 dados) (+ 2 dano)
💀 Mulher 1 (roupas surradas, luta desarmada)
Disciplina - Potencia 2 - Poderio
Vitalidade 5
Ação: Soco (Força + Briga = 5 dados) (+ 2 dano)
🧯 O que dá para salvar
| Ação | Teste | Resultado |
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🔍 As pistas do corpo dos flagelados
| # | Onde | Como se acha | O que se vê | O que significa |
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🚔 O Xerife encerra o caso
📍 A rua fechada por duas viaturas em nove minutos. Perícia, fita, imprensa contida. Ele trabalha rápido e bem.
— Metanol. Bebida adulterada. Quatro mortos, onze feridos. — Amanhã sai no jornal de Anápolis com essa palavra e nenhuma outra.
A pulseira, e o segundo em que ele trava
Ele recolhe a pulseira do braço do cantor, com luva, na frente da coterie. Antes de guardar, vira o papel e lê o código de setor — e para. Meio segundo. Depois guarda no bolso interno do paletó.
(Raciocínio + Intuição, Dif. 3:) aquilo não era o que ele esperava ler.
— Eu sei de onde veio. Vocês acham que eu não sei? — Investigar um hospital nesta cidade é dizer em voz alta que perdemos um prédio inteiro dentro do próprio domínio. — Então não. Foi metanol.
Ele acredita nisso. Está errado. A ala fechada dele é no Hospital Ernestina Lopes, e o código impresso na pulseira não é de lá. Ele guardou a prova para conferir sozinho se o vazamento é da operação dele — e vai descobrir que não é.
| Se a coterie | Então |
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Anomalia plantada: existe um segundo hospital nesta cidade, e o homem mais bem informado do domínio não sabe qual. Fecha na Pt. 2.
🎴 Irmã Celina — Lasombra, Príncipe interina
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🎴 Dr. Henrique Curado — Ventrue, Xerife
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🎴 Joaquim "O Comendador" de Oliveira — Toreador, Hárpia
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🎴 Vittoria di San Martino — Toreador, Guardiã do Elísio
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🎣 Noite 2 — Mercúrio
📍 Loja de Caça e Pesca, Avenida Benjamin Constant. Fachada honesta: vara, anzol, colete, munição de calibre baixo. Quem sabe a senha compra o que está atrás da porta dos fundos.
A loja está fechada e a porta da escada lateral, aberta. Em cima, o apartamento revirado.
Mercúrio está no chão, quebrado. Dano agravado, imobilizado.
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— Vocês vieram pelo serviço do doutor? Então já começou errado. — Levaram tudo. O explosivo que eu guardava e o meu saco de dinheiro. — Quatro sujeitos, de moto, e não eram daqui. Estão num camping na estrada velha.
A missão é essa: recuperar o explosivo. Ele não diz para quê, porque não sabe.
— Eu só guardo. Quem manda usar é o padre, e o padre tá esquisito. Faz três semanas que ele só fala comigo por bilhete.
Ele não sabe onde o Luciano está. Um menino de bicicleta traz os bilhetes e vai embora.
| Pergunta | Teste | Resposta |
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Anomalia plantada: ninguém tem motivo para achar isso estranho ainda.
🏕️ O Camping
Quatro assaltantes mortais. Armados, mas amadores.
| Abordagem | Teste |
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Máscara: eles são mortais e estão em grupo. Quem sobrevive, conta. Quem morre, some — e some com quatro pessoas de uma vez.
📦 O que está lá
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💰 O saco do Mercúrio
Maços de nota, nada de especial. É o dinheiro de um contrabandista que trabalha em espécie. Devolver ou ficar com ele é a única decisão que a coterie precisa tomar — e ela pesa depois, quando precisarem que ele lembre de alguma coisa.
🧭 De volta ao Mercúrio
Ele recebe o Astrolite e não fica aliviado.
— Agora vocês têm que achar o padre. O resto do serviço é com ele, e ele não me contou qual é. — Eu não sei onde ele tá. Ninguém sabe. — Se eu fosse vocês, perguntava pra gente que vê de longe. Aquela mulher do Elísio. Ou o velho do leilão.
A partir daqui, a parte abre. Três noites, em qualquer ordem, e a coterie só quer uma coisa: onde está o Algoz.
🎴 Mercúrio — André Sogliuzzo, Carniçal Toreador
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🐂 Noite ⟡ — O Museu das Cavalhadas
O que a Vittoria quer
📍 Ela recebe no Elísio, de portas fechadas. Não precisa ser procurada duas vezes: assunto de leilão é o que ela mais gosta de tratar.
— Há quatro meses eu arrematei quatro peças no Circuito. Máscara de mouro, tambor, farda azul e cabeça de boi. — Paguei. Está registrado, com data e valor. — As peças nunca chegaram na minha casa. Estão no Museu das Cavalhadas, numa vitrine, com etiqueta de acervo doado.
Se perguntarem quem doou:
— Ninguém sabe. O museu diz que foi anônimo. O Comendador diz que o problema é meu. — Eu tenho as minhas suspeitas e nenhuma prova, mas creio que foi o Padreco, que deve estar escondido de mim.
Ela está errada em todas as suspeitas. Foi o Luciano. O Museu das Cavalhadas está desativado há anos e é onde o Tremere faz experimentos discretos com relíquias de fé popular — ele desviou o lote inteiro para a própria bancada e registrou como doação anônima. A coterie só descobre isso quando chegar nele.
— Não quero escândalo, não quero polícia, não quero o nome dele nem o meu em lugar nenhum. — Quero as minhas peças. Inteiras.
O que ela paga: dinheiro, contatos, permite os personagens utilizarem o território dela — e o nome de quem sabe mais que ela sobre onde o padre se enfia.
🔓 O museu
📍 Local: O Museu das Cavalhadas, na rua direita - Localizado em um sobrado colonial azul e branco, próximo à Rua Direita, o museu guarda fantasias, máscaras e instrumentos usados nas festas populares que encenam a luta entre mouros e cristãos.
Na entrada, um cartaz diz: Exposição Fechada, com logo tipo.
📍 Museu pequeno e desativado, vitrine de vidro, alarme dos anos noventa. Fechado ao público há anos, mas limpo por dentro — alguém usa o lugar.
| Obstáculo | Teste |
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A sala dos fundos, se procurarem (Raciocínio + Investigação, Dif. 2): uma bancada com balança de precisão, vidraria, sal grosso, velas consumidas e três medalhas de santo abertas ao meio. Anotações em latim, letra apertada — a mesma dos bilhetes.
Ninguém precisa dizer de quem é a bancada. A coterie está dentro do laboratório do homem que está procurando, e ele não está lá.
🔍 O que as peças são de verdade
| # | Como | O que se vê |
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| Peça | O que era |
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🐂 O Mascarado
No instante em que alguém tira a Cabeça de Boi da vitrine, ele aparece.
Não é um vampiro. Não é um fantasma de gente. É o que ficou preso no objeto depois de oitenta anos de uso ritual.
Uma figura alta, de ombros largos, com cabeça de boi de madeira rachada. Não fala. Não sangra.
Ele não tem relação com abraços, com sangue-fraco, nem com a Santa Dica. É consequência de mexer no que era do Pompeu, e nada mais.
| Como resolver | Custo |
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O dilema da cena: a única solução limpa é queimar o que ela quer inteiro. Deixe a mesa descobrir isso com a coisa já andando atrás deles.
Descobrir a solução do fogo: Inteligência + Ocultismo, Dif. 3 — automático se já leram a etiqueta velha e viram as quatro peças juntas.
🎴 O Mascarado de Boi — Espírito ligado a objeto
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👰 Noite ⟡ — A Casa da Rua Aurora
O que o Comendador quer
📍 Fazenda Babilônia, meia hora de estrada de terra. Ele vive recluso ali e não vai à cidade — quem quer falar com o Hárpia, vai até ele. Recebe numa sala de engenho restaurada, com um caderno aberto e um lápis na mão.
Se perguntarem pelo Algoz, ele responde a verdade:
— Não sei onde ele está. E olha que eu sei quase tudo.
E deixa a frase morrer, porque ele sabe uma coisa que ninguém mais sabe: o padre tem um carniçal. Ele não entrega de graça.
— Tenho uma casa encalhada no meu inventário. Rua Aurora, espólio de um cliente meu. — Já mandei três compradores. Nenhum passou da segunda noite. — Resolvam o que tem lá dentro e eu te digo o nome de quem ainda fala com o padre.
📜 A lenda
(Inteligência + Erudição, Dif. 2, no cartório — ou Carisma + Lábia, Dif. 1, com a vizinha velha.)
- A casa pertenceu à família Valença, pioneira de Pirenópolis.
- Em 1923, Helena Valença, filha única, casou-se na capela ao lado — e foi assassinada na noite de núpcias, dentro da própria casa.
- O noivo, Paulo, desapareceu com as joias e o dote.
- O corpo de Helena foi encontrado com o dedo decepado e o anel arrancado.
Desde então, a casa é a morada da noiva que espera.
🗺️ A casa, cômodo a cômodo
O portão range. Cheiro de terra úmida e flor murcha. A entrada é lateral, de pedra.
Ao abrir a porta, ouve-se um choro abafado vindo da sala de jantar.
(Auspícios, se alguém tiver: o corredor tem ressonância sobrenatural puxando para os fundos.)
🪞 Sala de estar
Morcegos no escuro do teto. Lixo, restos de comida, seringas e colheres queimadas — gente usou a casa como abrigo. Cheiro forte. Paredes pichadas com símbolos.
No chão, um retrato de casamento.
- As cortinas se mexem. Uma voz feminina repete: "Ele prometeu... e me deixou..."
- Se alguém tocar o retrato, tem uma visão curta: Helena diante do espelho, segurando o anel de noivado e chorando.
- O vidro racha sozinho.
Espectros atacam aqui, drenando Força de Vontade.
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As alcovas ao lado estão vazias, só sujeira e um desenho de criança.
🕯️ Sala de visitas
Grande, decrépita, e estranhamente limpa das marcas dos ocupantes — como se ninguém tivesse entrado ali. Cheira a madeira molhada e mofo. Uma lareira ocupa boa parte da parede. Ratos, e nada mais se move.
Sobre a lareira, um anjo esculpido com uma inscrição em latim:
dum spiro spero — enquanto respiro, tenho esperança.
Quem ficar mais de alguns minutos diante dela começa a ter visões do próprio passado, dos Pilares e da Convicção ligada a eles.
- Parada de dados: 7 dados vs Autocontrole + Subterfúgio
🛏️ Primeiro quarto — hóspedes
Uma mala de couro duro, e dentro dela um pano que parece um véu rasgado.
- Se alguém tocar o véu, o espectro aparece por um instante refletido na janela.
- A cadeira e a mala são arremessadas contra a parede: telecinesia, 6 dados contra esquiva.
🛏️ Segundo quarto — o de Helena
A cabeceira da cama, esculpida em madeira, sobe até o teto. Num canto, centenas de esqueletos de ratazana arrumados em mandalas e mosaicos. Colchão fedido, e uma revista velha enfiada numa fresta do assoalho.
(Raciocínio + Investigação, Dif. 2:) sob umas tábuas há uma alavanca. Ela destranca a porta da despensa, na cozinha.
Quem tocar a alavanca:
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E na parede aparece escrito: VÁ EMBORA.
🛏️ Terceiro quarto — hóspedes
Janelas quebradas, pássaros aninhados no teto, cheiro de ar fresco.
(Raciocínio + Investigação, Dif. 1:) uma carta de Helena para Joana Valença, de São Paulo:
"Mamãe ficou mais insana. Diz que Paulo é o nosso Pai reencarnado. Irei interná-la no asilo — quem sabe assim eu possa tomar conta dos negócios, e me casarei com Paulo.".
🍽️ Sala de jantar
O coração do casarão, e está vazia.
- As velas acendem sozinhas.
- Vem uma visão breve: a mesa posta para um jantar de núpcias, com os pratos cobertos de poeira e sangue seco.
Bradador — grita, uiva e ruge para aterrorizar:
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Da sala de jantar sai uma porta para a cozinha, e da cozinha para o quintal.
🍲 Cozinha e despensa
Cômodo amplo, fogão a lenha. Na parede, escrito a carvão:
"Promessas queimadas."
A despensa está trancada e não abre por fora. Só a alavanca do quarto de Helena a destranca.
Dentro: escuro, apertado, fedendo a cebola e suor. Um colchão de molas rasgado e manchado, entulho amontoado até o alto.
(Raciocínio + Investigação, Dif. 2:) no meio do entulho, uma caixinha de madeira trancada.
⚰️ Quintal e cemitério
Quintal grande, árvores mortas, uma cisterna. Ao fundo, murado, o pequeno cemitério da família Valença, com quatro túmulos:
| Nome | Inscrição |
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A chave da caixinha está no túmulo de Helena.
👰 A manifestação
Se desenterrarem o corpo, Helena se materializa.
Mulher de branco, pele acinzentada, véu rasgado, olhos vazios — e a marca do anel ausente no dedo.
| O que ela faz | Rggra |
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📦 O grilhão
Dentro da caixinha: o dedo murcho e o anel de noivado.
No instante em que a caixa é aberta com a chave do túmulo, o ataque cessa.
| O que fazem | Resultado |
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💳 O pagamento
— Elias Montenegro. Pastor de igreja pequena, prega no posto da saída. — É carniçal do padre há dois anos. Ninguém nesta cidade sabe disso além de mim. — E agora vocês.
🔪 Noite ⟡ — O Caçador Caçado
O Pastor
📍 O Pastor Elias aparece por conta própria, se a coterie ainda não o procurou. Ele os reconhece de longe — quatro estranhos, e ele está desesperado.
Um pregador de igreja pequena, exaltado, com uma roda de dez pessoas em volta.
— Eu vi o anjo, gente! Ele bebe e ele perdoa! Ele mora atrás da igreja de pedra!
Ele continua pregando se ninguém o impedir. Alguém filma. Isso volta na Pt. 2.
O que ele conta, se o acalmarem (Manipulação + Lábia, Dif. 2):
— Ei estou esperando o chamado do meu mestre. Ele é o Padre Luciano. Mas ele está sumido. Mas não foi por causa da Vittória.
— Ele me deu uma missão para investigar um caso estranho, mas não conseguir desenvolver muito. Eu quero conversar com o Padre, mas ele também sumiu. Mas vocês podem me ajudar. Acho que se resolverem isso, ele deve aparecer.
(Sucesso em teste de Persuasão - descobrirá que na verdade o Padre pediu ao Pastor que falasse com vocês para dar essa missão, já que o carniçal não foi bem sucedido - favor menor).
— O coveiro achou um túmulo arrombado — o morto era um turista Jonas Müller, e o corpo sumiu do Cemitério. O Xerife despistou a polícia de investigar mais a fundo esse lance do Cemitério... mas meu mestre acha que tem caçador na área. Eu não sei lidar com esse tipo de coisa. Podem dar uma olhada antes que vire manchete de jornal?”
(Se perguntarem por que o Xerife não fez nada:)
— Eu não sei. Eu perguntei também.
👁️ “O Caçador Caçado”
📍 Local 1: Cemitério São Miguel Arcanjo:
inaugurado em 1869, Centro, com túmulos de pedra e criptas do século XIX. O zelador, Seu Arnaldo, relata que durante a madrugada um túmulo recente foi violado.
- O jazigo de Jonas Müller, turista falecido há 15 dias, foi aberto.
- No chão perto do jazigo, cinzas e óleo de lamparina, como se alguém tivesse purificado o local com fogo.
- Um pano queimado com cheiro de pólvora e terra revolvida próxima à lápide.
- A alguns metros, enterrada às pressas, uma bolsa de pano contendo: um recorte de jornal: “Turista desaparecido após trilha noturna”; e uma chave metálica numerada (LJ-7), com o logotipo da Pousada das Laranjeiras.
📍 Local 2: Pousada das Laranjeiras. A pousada de dois andares com 10 quartos, com varandas pequenas floridas e luzes amareladas. O proprietário, um homem reservado chamado Sr. Tavares, mostra-se nervoso quando perguntado sobre o quarto LJ-7. Com Persuasão, Dominate ou Suborno, ele revela:
- O quarto foi alugado há uma semana por um estrangeiro identificado como Jonas Müller. Durante as noites, um homem de sotaque germânico o visitava de madrugada sempre à mesma hora, sem se registrar. Guardei as coisas dele se algum parente quisesse de volta.
- Envelope pardo lacrado atrás da cama: Fotografias noturnas: mostram fazendo babilônia, igreja do Carmo e Bonfim e pousada das cavalhadas. Um mapa turístico da cidade, com círculos vermelhos sobre uma Casa de Temporada perto do aeroporto - escrito: essa área eles não possuem controle).
📍 Local 3: Casa de Temporada, sobrado de dois andares (refúgio do caçador). A casa é simples, alugada por temporada paga em dinheiro vivo. Cortinas fechadas, luzes apagadas e cheiro de metal e óleo. Um quadro de investigação coberto por fios vermelhos ligando endereços de pousadas. Caixas com garrafas de água benta, balas de prata, rosários e anotações da Sociedade de São Leopoldo:
“O primeiro contato foi útil. O Carniçal capturado fala demais. Identifiquei três pele fria infiltrados na comunidade."
Os jogadores ouvem passos no andar superior: o caçador voltou.
Arnaldo Krug, Sociedade de São Leopoldo. Meia-idade, camisa de manga curta, caderno de anotações. Metódico, paciente, e não é bobo. (Investigador da Segunda Inquisição VTM pg 372)
Armas: Katana japonesa abençoada (+2, agravado)
Retorne ao Pastor Elias Montenegro:
— O padre tá ferido, pelo caçador, com bala de fogo. Faz três semanas. Mas vou falar do que vocês fizeram. Ele em breve de entrar em contato.
📜 O bilhete do Algoz
Resolvido o caçador, o Pastor procura a coterie. Não fala, entrega e vai embora.
"Vocês tiraram o homem das minhas costas. Estrada do Jatobá, galpão de telhado de duas águas, terceiro portão depois da ponte. É ninho Sabá. Queimem tudo. Carga no fundo. Papel na entrada. Tirem antes."
O Luciano não aparece. Levou fogo — dano agravado —, está se recuperando há três semanas e não tem condição de se mostrar a ninguém. Não é cautela. É incapacidade.
🎴 Pastor Elias Montenegro — Carniçal do Algoz
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🎴 Arnaldo Krug — Sociedade de São Leopoldo
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🔥 Noite Final — Fogo no Jatobá
📍 Estrada do Jatobá. Galpão de telhado de duas águas, terceiro portão depois da ponte. Cerca de arame, dois cachorros, luz acesa lá dentro às três da manhã.
A ordem do bilhete é clara: retirar o que está no fundo e o que está na entrada, e só então queimar.
⚔️ A oposição
| Quem | Quantos | Quando entra |
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Entrada Teste - Canal de escoamento seco, por baixo
- Destreza + Furtividade, Dif. 3
- Os dois cachorros
- Carisma + Empatia com Animais, Dif. 2
- Armar o Astrolite
- Inteligência + Ciências, Dif. 2
- O incêndio, depois
- Vontade, Dif. 3
No canal, antes de entrar: (Raciocínio + Prontidão, Dif. 2) o barro está pisado. Alguém já entrou por ali, mais de uma vez, e não faz muito tempo.
Se falharem em armar o Astrolite, funciona mesmo assim, com um custo — escolha ou sorteie:
| Custo | Efeito |
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Se entrarem limpo pelo canal, os três Flagelantes continuam acorrentados no fundo — e viram escolha: soltar, matar, ou deixar queimar com o prédio.
🔍 Os três achados
Sem teste. Quem entrar e procurar, acha. O teste serve para entender o que significam.
| Achado | Onde | O que diz | |
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O caderno não tem culpado, e é por isso que assusta. É um cronograma. Alguém entrega no mesmo lugar, no mesmo dia da semana, há quatro meses, e ninguém nunca perguntou nada.
🖼️ O quadro, de perto
(Inteligência + Erudição, Dif. 2. É a pista mais importante que a coterie vai carregar.)
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Para o Narrador: não explique nada. A coterie carrega um quadro estranho. Na Pt. 3, na sacristia da Celina, existe o gêmeo deste quadro com as duas figuras inteiras — e a segunda figura é o Comendador.
🛟 Se explodirem tudo antes de recolher
| Pista | Rota de recuperação |
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🐺 Depois da explosão
Do outro lado da estrada, sentado no capô de uma caminhonete, esperando eles saírem: Aruanã.
Gangrel Autarkis. Vampiro, não lobisomem. Vive fora da cidade por escolha, imune ao Chamado por um pacto com o Cerrado.
— Vocês fizeram barulho. — Eu não vim brigar. Vim ver a cara de quem fez.
Se perguntarem há quanto tempo está ali:
— Semanas. Eu entro naquele galpão desde abril, quando os bicho sumiu. — Eu procurava um buraco. Achei um quadro.
Se o quadro queimou, ele estende a tela dobrada — não como favor, como quem larga uma coisa que já examinou e não serviu:
— Isso aqui não queima junto. Não me disse nada. Talvez diga pra vocês.
Ele não pede nada em troca e vai embora. Não volta na Pt. 2.
— Faz três meses que eu ando por aqui de noite e não encontro bicho nenhum. Nem rã, nem grilo. — A água tá viva. A vida em volta é que não tá. — Vocês acabaram de estourar uma coisa em cima de outra coisa. Só que a de baixo é bem maior.
🎴 Aruanã — Gangrel, Autarkis
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🎴 Membro do Sabá — usar 1
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🩸 Fecho da Parte 1
Não há vitória a comemorar, e ninguém agradece.
As estradas já estavam interditadas quando a coterie chegou — os lobisomens atacaram os acessos dias antes, e foi por isso que o Mateus precisou dirigir. O que muda agora é que o pouco que ainda passava deixa de passar.
Na noite seguinte à explosão, a GO-431 amanhece com dois carros virados e nenhum ferido. Ninguém viu acidente.
Dois dias depois, um caminhoneiro para de descer a serra e conta na rodoviária que tem bicho na estrada. Riem dele. Na semana seguinte, mais três param.
Uma semana depois, não sobe e não desce ninguém de madrugada.
Celina, no Elísio, sem levantar os olhos:
— Ninguém sai da cidade até eu entender isso.
E a coterie percebe, sem que ninguém diga, que a única coisa que garantia a volta para Anápolis era uma frase dita por ela — e que ela acabou de dizer outra.
Sobre a explosão: o cerco não começou por causa do Jatobá. Ele já existia. O que a explosão fez foi dar aos Garou o motivo que faltava para fechar o resto. Ninguém na Torre entende o que os lobos querem, e a coterie vai passar a Pt. 2 achando que a culpa é dela.
| O que sobrou na mão deles | Vale em |
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⚠️ Continuidade
| Item | Como ficou |
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