quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Pirenópolis by Night — Pt. 1

 

Pirenópolis by Night — Pt. 1

Quem Manda Nesta Cidade · v11

Vampiro: A Máscara — 5ª Edição




⚖️ Princípios sugeridos para esta crônica

  1. Não mate quando existir outra saída.
  2. Não coma de quem já está caído.
  3. Não entregue inocente para salvar segredo de Membro.

🌙 As noites

Noite
1 A Chegada
2 Mercúrio
O Museu das Cavalhadas
A Casa da Rua Aurora
O Caçador Caçado
Final Fogo no Jatobá

As três noites marcadas com acontecem em qualquer ordem, e podem levar mais de uma noite cada. A coterie está procurando uma coisa só: onde está o Algoz. Ninguém sabe. Cada um sabe quem sabe mais, e cobra por dizer.

A cadeia: Vittoria → Comendador → Pastor Elias → Krug → Luciano → o galpão.

O Caçador Caçado é sempre a última das três, porque é ela que entrega o endereço.



🏛️ Noite 1 — A Chegada



No Elísio

📍 Mateus para em frente à Igreja Matriz e não desce do carro.

— É ali. Pousada das Cavalhadas. — Daqui pra frente é com vocês. Eu não subo aquela escada.

📍 Pousada das Cavalhadas, o Elísio da cidade. A Vittoria administra o lugar como terreno neutro, e é ela quem manda arrumar o salão quando há reunião. Pé-direito alto, retrato a óleo em toda parede, cera escorrida na mesa grande.

Os quartos de cima também são deles, pelo tempo que a Guardiã permitir. Dormir dentro do Elísio significa que qualquer um da corte sabe exatamente onde a coterie está.

Cinco cadeiras. Quatro ocupadas. A quinta está posta, com taça e tudo, e ninguém senta nela a noite inteira.

Eles não param de discutir quando a coterie entra. Isso é de propósito.

Comendador: — Você tinha que levar todos os lotes, Vittoria. O dinheiro já estava no Circuito.

Vittoria: — Eu paguei e não recebi. É diferente de não ter levado.

Comendador: — A nota saiu no seu nome. O resto é assunto seu.

Celina: (sem levantar a voz) — Depois.

Celina apresenta a mesa, e é só o que ela faz esta noite:

— Rosa mandou vocês para servir. Servir é o que vocês vão fazer. — Este é o Comendador, nossa Hárpia. O que ele anota, a cidade sabe. — Vittoria di San Martino, Guardiã deste Elísio. — Dr. Henrique Curado, nosso Xerife. — Falta o Padre Luciano Fleury, nosso Algoz. Está indisposto há três semanas.

(Raciocínio + Intuição, Dif. 2:) ao dizer "indisposto", ninguém na mesa olha para ninguém. É a única mentira educada da noite.

Se perguntarem quando podem voltar para Anápolis:

— Quando eu disser que podem.

Não há papel. Não há prazo. É palavra dela, e palavra dela não existe se ela decidir que não existe.

O serviço

Henrique, sem levantar os olhos da taça:

— Vocês têm um serviço. Loja de Caça e Pesca, na Benjamin Constant. Procurem o homem que mora em cima, chamado Mercúrio. — Ele explica. 

E é tudo que ele diz sobre o assunto a noite inteira.

🚗 O problema do Mateus

Um anarca conhecido largou quatro recém-chegados da Camarilla na porta do Elísio, e o Xerife odeia anarcas.

Se a mesa Então
  • Mentir sobre a carona — Manipulação + Subterfúgio, Dif. 3
  • Henrique testa contra parada 7
  • Contar de cara
  • Ele anota o nome. Não faz nada hoje
  • For pega mentindo
  • Ele não acusa. Passa a considerá-los tendência, e isso vale na Pt. 2

***

Vittoria di San Martino (sai da sala):

— Se vocês não tiverem onde ficar, podem se hospedar na minha pousada. Tenho quartos preparados para membros. Só cobrarei depois da primeira semana (ela pisca com uma risadinha). Bem como para se alimentarem em meu território, quero dizer no território do Clã Toreador, desde que não quebrem a máscara. Vou na recepção pegar as chaves, esperem aqui (ela traz 3 chaves para 3 quartos de casal).

Pastor Elias Montenegro (esperando no patio interno da pousada):

— Ei você, já sei quem são vocês, vocês são cainitas não. Não me enrola, eu trabalho para um vampiro também. Não se preocupe com a máscara.  É muito bom conversar com algum membro. Muito difícil esses encontros. Eu sou um carniçal. 

— Carniçal é quem toma sangue de um cainita por algum tempo, e se torna seu servo. É muito bom beber vitae, é viciante. Não existe droga melhor que essa. Eu me sinto como um deus. Posso fazer de tudo. 

— Não posso dizer, mas estou em uma missão secreta para meu Mestre. Não posso dizer quem é meu mestre, mas é muito bom conversar com alguém sobre vampiros de vez enquanto. 

— Tranquilo, se não quiser conversar.

Vittoria di San Martino (antes de sair da pousada):

Logo após a reunião, Vittoria convida os personagens para uma conversa mais descontraída na Rua do Lazer, onde há um pequeno bar decorado com velas e música ao vivo.

Vittoria di San Martino:

— Senhores, permitam-me apresentar o anarquista mais fofo de Pirenópolis. Rafa “Canela-Fina” Monteiro — motoqueiro, poeta e o pesadelo de qualquer xerife. 

Rafa “Canela-Fina”:

— Fofo, Vittoria? Vai acabar com minha fama. Mas é isso aí, camaradas... sejam bem-vindos. Quando se cansarem da Camarilla venham ao Boteco do Tiano, território Brujah e Anarquista da cidade. Se quiserem ouvir umas verdades — ou mentiras boas —, é pra lá que a revolução vai acontecer.

  • Vittoria quer usar a carga para prejudicar Luciano ou o Sabá.
  • Canela-Fina quer descobrir quem comercializa armas.

(Rafa e Vittoria saem...)



🍻 Rua do Lazer



📍 Bar de esquina com música ao vivo, mesa na calçada, umas sessenta pessoas.

O cantor erra a letra. Erra de novo. Passa a mão no rosto e a mão volta vermelha.

Ele está sangrando pelos olhos. E está sorrindo.

Ele explode em chamas negras. Junto com três pessoas da plateia, em pontos diferentes do bar.

Enfrentando o fogo - Rötschreck ou frenesi de terror: rolagem de Força de Vontade (Dif: 2).


⚔️ O combate

Dois Flagelantes, cada um com uma função diferente:

Os personagens precisam decidir: apagar o incêndio e salvar mortais, ou perseguir o fanático que foge pela rua em direção ao Beira Rio.

💀 Homem 1 (roupas pretas com revolver)

Disciplina - Ofuscação 2 - Passagem invisível (Ataque surpresa - dif: 1)

Vitalidade 4

Ação: Soco (Autocontrole + Arma fogo = 4 dados) (+ 2 dano)

💀 Mulher 1 (roupas surradas, luta desarmada) 

Disciplina - Potencia 2 - Poderio

Vitalidade 5

Ação: Soco (Força + Briga = 5 dados) (+ 2 dano)


🧯 O que dá para salvar

Ação Teste Resultado
  • Aguentar o fogo no toldo
  • Vontade, Dif. 2
  • Tirar mortais do fogo
  • Destreza + Atletismo, Dif. 2
  • Uma pessoa por sucesso
  • Parar as filmagens
  • Manipulação + Intimidação, Dif. 3
  • Sem vídeo. Muda tudo com o Xerife
  • Isolar o Flagelante nº 2
  • Destreza + Atletismo, Dif. 3
  • Ninguém mais queima
  • Montar a versão antes do Xerife
  • Manipulação + Subterfúgio, Dif. 2
  • Henrique aceita a versão deles e deve um favor pequeno

🔍 As pistas do corpo dos flagelados

# Onde Como se acha O que se vê O que significa
  • 1
  • Pulso do cantor
  • Automático
  • Pulseira de alta hospitalar, de papel, ainda no braço
  • Ele saiu de um hospital hoje



🚔 O Xerife encerra o caso

📍 A rua fechada por duas viaturas em nove minutos. Perícia, fita, imprensa contida. Ele trabalha rápido e bem.

— Metanol. Bebida adulterada. Quatro mortos, onze feridos. — Amanhã sai no jornal de Anápolis com essa palavra e nenhuma outra.

A pulseira, e o segundo em que ele trava

Ele recolhe a pulseira do braço do cantor, com luva, na frente da coterie. Antes de guardar, vira o papel e lê o código de setor — e para. Meio segundo. Depois guarda no bolso interno do paletó.

(Raciocínio + Intuição, Dif. 3:) aquilo não era o que ele esperava ler.

— Eu sei de onde veio. Vocês acham que eu não sei? — Investigar um hospital nesta cidade é dizer em voz alta que perdemos um prédio inteiro dentro do próprio domínio. — Então não. Foi metanol.

Ele acredita nisso. Está errado. A ala fechada dele é no Hospital Ernestina Lopes, e o código impresso na pulseira não é de lá. Ele guardou a prova para conferir sozinho se o vazamento é da operação dele — e vai descobrir que não é.

Se a coterie Então
  • Pedir a pulseira
  • — Está apreendida. (E não está em lugar nenhum oficial)
  • Tiver guardado uma das outras três
  • Ele não sabe. É a mesma que ele não conseguiu identificar. Vale muito depois
  • Tentar furtar — Destreza + Roubo (4)
  • Ele percebe. Não reage na hora. Passa a acompanhá-los

Anomalia plantada: existe um segundo hospital nesta cidade, e o homem mais bem informado do domínio não sabe qual. Fecha na Pt. 2.

 

🎴 Irmã Celina — Lasombra, Príncipe interina

  • Clã Lasombra · Geração 10ª · Potência de Sangue 3 · Humanidade 7

  • Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 9 · Vontade 9

  • Perícias
  • Intimidação 4, Erudição 4, Etiqueta 4, Ocultismo 3, Política 4
  • Disciplinas
  • Oblívio 4 (Braços do Abismo, Manto da Sombra) · Dominação 3 (Mesmerismo, Esquecer) · Potência 2
  • Paradas prontas
  • Resistir a intimidação 9 · Detectar mentira 7 · Dominar um mortal 7
  • Nesta parte
  • Só apresenta a corte. Não dá ordem, não cobra, não aparece de novo
  • O que ela quer
  • Que a cidade fique quieta até Anápolis esquecer que ela é interina
  • Fala
  • — Eu não governo esta cidade. Eu seguro a porta dela.

🎴 Dr. Henrique Curado — Ventrue, Xerife

  • Clã Ventrue · Geração 11ª · Potência de Sangue 2 · Humanidade 6

  • Ataque 9 · Defesa 6 · Vitalidade 9 · Vontade 8

  • Perícias
  • Intimidação 4, Investigação 4, Política 5, Liderança 4, Medicina 4
  • Disciplinas
  • Dominação 3 (Mesmerismo, Esquecer) · Fortitude 3 (Resiliência, Teimosia) · Presença 2
  • Paradas prontas
  • Detectar mentira 7 · Intimidar 8 · Encerrar uma cena de crime 9
  • O que ele quer
  • Que a ala do Ernestina Lopes continue existindo e ninguém pergunte
  • O que o faz mudar de ideia
  • Ameaça à operação dele. Só isso
  • Fala
  • — Anarca não é crime. Anarca é tendência.

🎴 Joaquim "O Comendador" de Oliveira — Toreador, Hárpia

  • Clã Toreador · Geração 10ª · Potência de Sangue 3 · Humanidade 6

  • Ataque 6 · Defesa 5 · Vitalidade 8 · Vontade 7

  • Perícias
  • Etiqueta 5, Subterfúgio 5, Erudição 5, Prontidão 4, Finanças 5
  • Disciplinas
  • Presença 4 (Fascínio, Majestade) · Auspícios 3 (Sentidos Aguçados, Percepção do Invisível) · Ligeireza 2
  • Paradas prontas
  • Ler uma sala 8 · Negociar segredo 9 · Lembrar de um nome 9
  • O que ele quer
  • Continuar neutro. Neutralidade é o que o mantém vivo desde o Pompeu
  • O que ele sabe e ninguém mais
  • Que o Algoz tem um carniçal, e o nome dele
  • Fala
  • — Eu não julgo ninguém. Eu só anoto.

🎴 Vittoria di San Martino — Toreador, Guardiã do Elísio

  • Clã Toreador · Geração 11ª · Potência de Sangue 2 · Humanidade 7

  • Ataque 7 · Defesa 6 · Vitalidade 8 · Vontade 6

  • Perícias
  • Etiqueta 4, Lábia 4, Prontidão 4, Erudição 3, Ofícios 3
  • Disciplinas
  • Presença 3 (Fascínio, Voz Aterradora) · Auspícios 3 (Sentidos Aguçados, Toque do Espírito) · Ligeireza 2
  • Paradas prontas
  • Convencer 7 · Mentir 5 (ela mente mal) · Avaliar objeto 8
  • O que ela quer
  • As quatro peças que arrematou e nunca recebeu
  • O que ela não sabe
  • Que foi o Luciano quem desviou tudo
  • Fala
  • — Beleza é a única coisa que sobrevive à política.


🎣 Noite 2 — Mercúrio


📍 Loja de Caça e Pesca, Avenida Benjamin Constant. Fachada honesta: vara, anzol, colete, munição de calibre baixo. Quem sabe a senha compra o que está atrás da porta dos fundos.

A loja está fechada e a porta da escada lateral, aberta. Em cima, o apartamento revirado.

Mercúrio está no chão, quebrado. Dano agravado, imobilizado.

  • Idade
  • Quase 80, aparenta 50
  • Ofício
  • Fornece arma, equipamento e contato de contrabando na serra
  • Estado
  • Levou uma surra de gente que sabia bater sem matar

— Vocês vieram pelo serviço do doutor? Então já começou errado. — Levaram tudo. O explosivo que eu guardava e o meu saco de dinheiro. — Quatro sujeitos, de moto, e não eram daqui. Estão num camping na estrada velha.

A missão é essa: recuperar o explosivo. Ele não diz para quê, porque não sabe.

— Eu só guardo. Quem manda usar é o padre, e o padre tá esquisito. Faz três semanas que ele só fala comigo por bilhete.

Ele não sabe onde o Luciano está. Um menino de bicicleta traz os bilhetes e vai embora.

Pergunta Teste Resposta
  • O que você fornece ao doutor?
  • Manipulação + Intimidação, Dif. 3 (Dif. 2 se curarem ele com vitae)
  • Material refrigerado e reagente para uma ala de hospital. Ele não faz ideia do que seja
  • De onde veio o explosivo?
  • Raciocínio + Investigação, Dif. 2
  • Subiu a serra no caminhão que abastece um hospital. É o único que passa toda semana sem revista

Anomalia plantada: ninguém tem motivo para achar isso estranho ainda.


🏕️ O Camping


📍 Camping na estrada velha. Seis barracas, uma fogueira, quatro motos.

Quatro assaltantes mortais. Armados, mas amadores.

Abordagem Teste
  • Furtividade com a fogueira acesa
  • Destreza + Furtividade, Dif. 3
  • Esperar dormirem e entrar
  • Destreza + Furtividade, Dif. 2
  • Assustar até devolverem
  • Manipulação + Intimidação, Dif. 3
  • Convencer
  • Carisma + Lábia, Dif. 4
  • Dominação
  • Um alvo por uso do poder. Controlar um não controla os outros três — e os outros veem
  • Combate
  • Fácil, e são amadores. Havia três saídas

Máscara: eles são mortais e estão em grupo. Quem sobrevive, conta. Quem morre, some — e some com quatro pessoas de uma vez.

 

📦 O que está lá

Item Detalhe
  • O explosivo
  • Astrolite. Plástico industrial, o suficiente para derrubar uma construção pequena. (Inteligência + Ciências, Dif. 2: isso não é para abrir cofre. É para apagar um prédio)
  • O saco do Mercúrio
  • Maços de nota, em espécie

💰 O saco do Mercúrio

Maços de nota, nada de especial. É o dinheiro de um contrabandista que trabalha em espécie. Devolver ou ficar com ele é a única decisão que a coterie precisa tomar — e ela pesa depois, quando precisarem que ele lembre de alguma coisa.

🧭 De volta ao Mercúrio

Ele recebe o Astrolite e não fica aliviado.

— Agora vocês têm que achar o padre. O resto do serviço é com ele, e ele não me contou qual é. — Eu não sei onde ele tá. Ninguém sabe. — Se eu fosse vocês, perguntava pra gente que vê de longe. Aquela mulher do Elísio. Ou o velho do leilão.

A partir daqui, a parte abre. Três noites, em qualquer ordem, e a coterie só quer uma coisa: onde está o Algoz.


🎴 Mercúrio — André Sogliuzzo, Carniçal Toreador

  • Ataque 5 · Defesa 3 · Vitalidade 6 · Vontade 6

  • Perícias
  • Manha 4, Armas de Fogo 3, Prontidão 3, Condução 3
  • Vantagens
  • Contatos 5 (contrabando na serra)
  • Paradas prontas
  • Reconhecer carga 7 · Regatear 6 · Mentir sobre cliente 5
  • Refúgio
  • Apartamento acima da Loja de Caça e Pesca
  • O que ele quer
  • Não morrer, e recuperar o saco de dinheiro
  • Oferece
  • Arma, equipamento e contato na serra
  • Fala
  • — Eu consigo qualquer coisa que alguém queira, a qualquer momento.


🐂 Noite ⟡ — O Museu das Cavalhadas


O que a Vittoria quer

📍 Ela recebe no Elísio, de portas fechadas. Não precisa ser procurada duas vezes: assunto de leilão é o que ela mais gosta de tratar.

— Há quatro meses eu arrematei quatro peças no Circuito. Máscara de mouro, tambor, farda azul e cabeça de boi. — Paguei. Está registrado, com data e valor. — As peças nunca chegaram na minha casa. Estão no Museu das Cavalhadas, numa vitrine, com etiqueta de acervo doado.

Se perguntarem quem doou:

— Ninguém sabe. O museu diz que foi anônimo. O Comendador diz que o problema é meu. — Eu tenho as minhas suspeitas e nenhuma prova, mas creio que foi o Padreco, que deve estar escondido de mim.

Ela está errada em todas as suspeitas. Foi o Luciano. O Museu das Cavalhadas está desativado há anos e é onde o Tremere faz experimentos discretos com relíquias de fé popular — ele desviou o lote inteiro para a própria bancada e registrou como doação anônima. A coterie só descobre isso quando chegar nele.

— Não quero escândalo, não quero polícia, não quero o nome dele nem o meu em lugar nenhum. — Quero as minhas peças. Inteiras.

O que ela paga: dinheiro, contatos, permite os personagens utilizarem o território dela — e o nome de quem sabe mais que ela sobre onde o padre se enfia.

🔓 O museu



📍 Local: O Museu das Cavalhadas, na rua direita - Localizado em um sobrado colonial azul e branco, próximo à Rua Direita, o museu guarda fantasias, máscaras e instrumentos usados nas festas populares que encenam a luta entre mouros e cristãos.

Na entrada, um cartaz diz:  Exposição Fechada, com logo tipo.

📍 Museu pequeno e desativado, vitrine de vidro, alarme dos anos noventa. Fechado ao público há anos, mas limpo por dentro — alguém usa o lugar.

Obstáculo Teste
  • Alarme dos anos noventa
  • Destreza + Tecnologia, Dif. 2 (ou Roubo)

A sala dos fundos, se procurarem (Raciocínio + Investigação, Dif. 2): uma bancada com balança de precisão, vidraria, sal grosso, velas consumidas e três medalhas de santo abertas ao meio. Anotações em latim, letra apertada — a mesma dos bilhetes.

Ninguém precisa dizer de quem é a bancada. A coterie está dentro do laboratório do homem que está procurando, e ele não está lá.

🔍 O que as peças são de verdade

# Como O que se vê
  • 1
  • Olhar a etiqueta
  • Etiqueta nova colada sobre uma antiga
  • 2
  • Raciocínio + Prontidão (1)
  • Descolando: por baixo, à mão, "S.L." e um número de lote
  • 3
  • Inteligência + Investigação (1), gaveta do arquivo
  • O registro de entrada. Doador: em branco. Data: três dias depois do leilão
  • 4
  • Inteligência + Ocultismo (2)
  • Sabá de Luz era o nome do culto de Pompeu na cidade. Não é seita genérica: é o culto local
Peça O que era
  • Máscara de Mouro
  • Usada por quem representava o inimigo no ritual
  • Tambor
  • Marcava o compasso das procissões noturnas
  • Farda Azul
  • Do que representava o cristão, e conduzia a oferenda
  • Cabeça de Boi
  • A peça central

🐂 O Mascarado



No instante em que alguém tira a Cabeça de Boi da vitrine, ele aparece.

Não é um vampiro. Não é um fantasma de gente. É o que ficou preso no objeto depois de oitenta anos de uso ritual.

Uma figura alta, de ombros largos, com cabeça de boi de madeira rachada. Não fala. Não sangra.

Ele não tem relação com abraços, com sangue-fraco, nem com a Santa Dica. É consequência de mexer no que era do Pompeu, e nada mais.

Como resolver Custo
  • Segurá-lo no braço — Força + Briga, Dif. 4
  • Só atrasa. Ele não sofre dano comum
  • Combate
  • Duro, e ele não morre — se desfaz
  • Largar a Cabeça de Boi e sair
  • Funciona. E a coterie volta sem o que a Vittoria pediu
  • Queimar as quatro peças juntas, no mesmo fogo
  • Resolve de vez. E destrói exatamente o que ela contratou

O dilema da cena: a única solução limpa é queimar o que ela quer inteiro. Deixe a mesa descobrir isso com a coisa já andando atrás deles.

Descobrir a solução do fogo: Inteligência + Ocultismo, Dif. 3automático se já leram a etiqueta velha e viram as quatro peças juntas.


🎴 O Mascarado de Boi — Espírito ligado a objeto



  • O que é
  • Resíduo ritual. Não pensa, não negocia
  • Ataque 9 · Defesa 5 · Vitalidade — (não sofre dano comum)
  • Investida espectral: corre na direção de um alvo, derrubando tudo no caminho. (10 dados)
  • Mugido macabro: Rola 8 dados vs Autocontrole + Determinação contra todos, causando Compulsão (VTM pg 208).
  • Imune a
  • Dominação, Presença, Auspícios, arma de fogo
  • Vulnerável a
  • Fogo, e à destruição das outras três peças
  • Comportamento
  • Anda em linha reta. Persegue quem está com a Cabeça de Boi
  • Se deixarem solto
  • Vai andando. Reaparece na Pt. 3, na noite do Teatro


👰 Noite ⟡ — A Casa da Rua Aurora


O que o Comendador quer

📍 Fazenda Babilônia, meia hora de estrada de terra. Ele vive recluso ali e não vai à cidade — quem quer falar com o Hárpia, vai até ele. Recebe numa sala de engenho restaurada, com um caderno aberto e um lápis na mão.

Se perguntarem pelo Algoz, ele responde a verdade:

— Não sei onde ele está. E olha que eu sei quase tudo.

E deixa a frase morrer, porque ele sabe uma coisa que ninguém mais sabe: o padre tem um carniçal. Ele não entrega de graça.

— Tenho uma casa encalhada no meu inventário. Rua Aurora, espólio de um cliente meu. — Já mandei três compradores. Nenhum passou da segunda noite. — Resolvam o que tem lá dentro e eu te digo o nome de quem ainda fala com o padre.

📜 A lenda

📍 Casarão colonial da Rua Aurora, interditado depois de anos de relatos: gritos noturnos, objetos voando, luzes acesas sozinhas. Moradores juram ver uma noiva ensanguentada caminhando pelas janelas sob a lua cheia.

(Inteligência + Erudição, Dif. 2, no cartório — ou Carisma + Lábia, Dif. 1, com a vizinha velha.)

  • A casa pertenceu à família Valença, pioneira de Pirenópolis.
  • Em 1923, Helena Valença, filha única, casou-se na capela ao lado — e foi assassinada na noite de núpcias, dentro da própria casa.
  • O noivo, Paulo, desapareceu com as joias e o dote.
  • O corpo de Helena foi encontrado com o dedo decepado e o anel arrancado.

Desde então, a casa é a morada da noiva que espera.

🗺️ A casa, cômodo a cômodo

O portão range. Cheiro de terra úmida e flor murcha. A entrada é lateral, de pedra.

Ao abrir a porta, ouve-se um choro abafado vindo da sala de jantar.

(Auspícios, se alguém tiver: o corredor tem ressonância sobrenatural puxando para os fundos.)

🪞 Sala de estar

Morcegos no escuro do teto. Lixo, restos de comida, seringas e colheres queimadas — gente usou a casa como abrigo. Cheiro forte. Paredes pichadas com símbolos.

No chão, um retrato de casamento.

  • As cortinas se mexem. Uma voz feminina repete: "Ele prometeu... e me deixou..."
  • Se alguém tocar o retrato, tem uma visão curta: Helena diante do espelho, segurando o anel de noivado e chorando.
  • O vidro racha sozinho.

Espectros atacam aqui, drenando Força de Vontade.

  • Ataque
  • 6 dados
  • Defesa da vítima
  • Determinação + Autocontrole
  • Dano
  • Agravado, em Força de Vontade

As alcovas ao lado estão vazias, só sujeira e um desenho de criança.

🕯️ Sala de visitas

Grande, decrépita, e estranhamente limpa das marcas dos ocupantes — como se ninguém tivesse entrado ali. Cheira a madeira molhada e mofo. Uma lareira ocupa boa parte da parede. Ratos, e nada mais se move.

Sobre a lareira, um anjo esculpido com uma inscrição em latim:

dum spiro spero — enquanto respiro, tenho esperança.

Quem ficar mais de alguns minutos diante dela começa a ter visões do próprio passado, dos Pilares e da Convicção ligada a eles.

  • Parada de dados: 7 dados vs Autocontrole + Subterfúgio

🛏️ Primeiro quarto — hóspedes

Uma mala de couro duro, e dentro dela um pano que parece um véu rasgado.

  • Se alguém tocar o véu, o espectro aparece por um instante refletido na janela.
  • A cadeira e a mala são arremessadas contra a parede: telecinesia, 6 dados contra esquiva.

🛏️ Segundo quarto — o de Helena


A cabeceira da cama, esculpida em madeira, sobe até o teto. Num canto, centenas de esqueletos de ratazana arrumados em mandalas e mosaicos. Colchão fedido, e uma revista velha enfiada numa fresta do assoalho.

(Raciocínio + Investigação, Dif. 2:) sob umas tábuas há uma alavanca. Ela destranca a porta da despensa, na cozinha.

Quem tocar a alavanca:

  • Ataque
  • 8 dados, 
  • Defesa (Frenesi de Terror)
  • Força de Vontade atual + metade da Humanidade
  • Efeito
  • Sentir que as próprias crenças e medos foram manipulados. A vítima pode fugir da casa

E na parede aparece escrito: VÁ EMBORA.

🛏️ Terceiro quarto — hóspedes

Janelas quebradas, pássaros aninhados no teto, cheiro de ar fresco.

(Raciocínio + Investigação, Dif. 1:)  uma carta de Helena para Joana Valença, de São Paulo:

"Mamãe ficou mais insana. Diz que Paulo é o nosso Pai reencarnado. Irei interná-la no asilo — quem sabe assim eu possa tomar conta dos negócios, e me casarei com Paulo.".

🍽️ Sala de jantar

O coração do casarão, e está vazia.

  • As velas acendem sozinhas.
  • Vem uma visão breve: a mesa posta para um jantar de núpcias, com os pratos cobertos de poeira e sangue seco.

Bradador — grita, uiva e ruge para aterrorizar:

  • Ataque
  • 8 dados
  • Defesa
  • Autocontrole + Determinação
  • Efeito
  • Compulsão


Da sala de jantar sai uma porta para a cozinha, e da cozinha para o quintal.

🍲 Cozinha e despensa

Cômodo amplo, fogão a lenha. Na parede, escrito a carvão:

"Promessas queimadas."

A despensa está trancada e não abre por fora. Só a alavanca do quarto de Helena a destranca.

Dentro: escuro, apertado, fedendo a cebola e suor. Um colchão de molas rasgado e manchado, entulho amontoado até o alto.

(Raciocínio + Investigação, Dif. 2:) no meio do entulho, uma caixinha de madeira trancada.

⚰️ Quintal e cemitério

Quintal grande, árvores mortas, uma cisterna. Ao fundo, murado, o pequeno cemitério da família Valença, com quatro túmulos:

Nome Inscrição
  • Helena Valença de Almeida (1902–1923)
  • "O amor prometido jamais cumprido."
  • Padre Antônio Valença (1864–1921)
  • Uma cruz simples
  • Dona Margarida de Almeida Valença (1873–1925)
  • "Mãe e mártir."
  • Dr. Elias Valença (1869–1918)
  • "A honra dos Valença repousa com ele."

A chave da caixinha está no túmulo de Helena.

👰 A manifestação

Se desenterrarem o corpo, Helena se materializa.

Mulher de branco, pele acinzentada, véu rasgado, olhos vazios — e a marca do anel ausente no dedo.

O que ela faz Rggra
  • Tenta estrangular um dos personagens
  • Ataque direto
  • Tranca o grupo dentro da casa
  • Se tentarem fugir, as portas fecham sozinhas
  • Arremessa móveis
  • Telecinesia, 6 dados contra esquiva
  • Grita
  • Bradador, 8 dados contra Autocontrole + Determinação, Compulsão

📦 O grilhão

Dentro da caixinha: o dedo murcho e o anel de noivado.

No instante em que a caixa é aberta com a chave do túmulo, o ataque cessa.

O que fazem Resultado
  • Destruir o grilhão
  • Helena se desfaz. A casa fica quieta, e o Comendador pode vender
  • Entregar ao Comendador
  • Ele agradece, e guarda. Um fantasma sempre serve para acabar com a concorrência
  • Enterrar com ela
  • Ela some sem violência. A casa continua fria, mas vazia
  • Ficar com ele
  • O grilhão é objeto de poder, e alguém vai querer

💳 O pagamento

— Elias Montenegro. Pastor de igreja pequena, prega no posto da saída. — É carniçal do padre há dois anos. Ninguém nesta cidade sabe disso além de mim. — E agora vocês.



🔪 Noite ⟡ — O Caçador Caçado

O Pastor

📍 O Pastor Elias aparece por conta própria, se a coterie ainda não o procurou. Ele os reconhece de longe — quatro estranhos, e ele está desesperado.

Um pregador de igreja pequena, exaltado, com uma roda de dez pessoas em volta.

— Eu vi o anjo, gente! Ele bebe e ele perdoa! Ele mora atrás da igreja de pedra!

Ele continua pregando se ninguém o impedir. Alguém filma. Isso volta na Pt. 2.

O que ele conta, se o acalmarem (Manipulação + Lábia, Dif. 2):

 — Ei estou esperando o chamado do meu mestre. Ele é o Padre Luciano. Mas ele está sumido. Mas não foi por causa da Vittória.

 — Ele me deu uma missão para investigar um caso estranho, mas não conseguir desenvolver muito. Eu quero conversar com o Padre, mas ele também sumiu. Mas vocês podem me ajudar. Acho que se resolverem isso, ele deve aparecer. 

(Sucesso em teste de Persuasão - descobrirá que na verdade o Padre pediu ao Pastor que falasse com vocês para dar essa missão, já que o carniçal não foi bem sucedido - favor menor). 

— O coveiro achou um túmulo arrombado — o morto era um turista Jonas Müller, e o corpo sumiu do Cemitério. O Xerife despistou a polícia de investigar mais a fundo esse lance do Cemitério... mas meu mestre acha que tem caçador na área. Eu não sei lidar com esse tipo de coisa. Podem dar uma olhada antes que vire manchete de jornal?”

 (Se perguntarem por que o Xerife não fez nada:)

— Eu não sei. Eu perguntei também.

👁️ “O Caçador Caçado”

 📍 Local 1: Cemitério São Miguel Arcanjo: 

inaugurado em 1869, Centro, com túmulos de pedra e criptas do século XIX. O zelador, Seu Arnaldo, relata que durante a madrugada um túmulo recente foi violado.

  • O jazigo de Jonas Müller, turista falecido há 15 dias, foi aberto. 
  • No chão perto do jazigo, cinzas e óleo de lamparina, como se alguém tivesse purificado o local com fogo. 
  • Um pano queimado com cheiro de pólvora e terra revolvida próxima à lápide.
  • A alguns metros, enterrada às pressas, uma bolsa de pano contendo: um recorte de jornal: “Turista desaparecido após trilha noturna”; e uma chave metálica numerada (LJ-7), com o logotipo da Pousada das Laranjeiras.


📍 Local 2: Pousada das Laranjeiras. A pousada de dois andares com 10 quartos, com varandas pequenas floridas e luzes amareladas. O proprietário, um homem reservado chamado Sr. Tavares, mostra-se nervoso quando perguntado sobre o quarto LJ-7. Com Persuasão, Dominate ou Suborno, ele revela:

  • O quarto foi alugado há uma semana por um estrangeiro identificado como Jonas Müller. Durante as noites, um homem de sotaque germânico o visitava de madrugada sempre à mesma hora, sem se registrar. Guardei as coisas dele se algum parente quisesse de volta.
  • Envelope pardo lacrado atrás da cama: Fotografias noturnas: mostram fazendo babilônia, igreja do Carmo e Bonfim e pousada das cavalhadas. Um mapa turístico da cidade, com círculos vermelhos sobre uma Casa de Temporada perto do aeroporto - escrito: essa área eles não possuem controle).

📍 Local 3: Casa de Temporada, sobrado de dois andares (refúgio do caçador). A casa é simples, alugada por temporada paga em dinheiro vivo. Cortinas fechadas, luzes apagadas e cheiro de metal e óleo. Um quadro de investigação coberto por fios vermelhos ligando endereços de pousadas. Caixas com garrafas de água benta, balas de prata, rosários e anotações da Sociedade de São Leopoldo:

“O primeiro contato foi útil. O Carniçal capturado fala demais. Identifiquei três pele fria infiltrados na comunidade."

Os jogadores ouvem passos no andar superior: o caçador voltou.

Arnaldo Krug, Sociedade de São Leopoldo. Meia-idade, camisa de manga curta, caderno de anotações. Metódico, paciente, e não é bobo. (Investigador da Segunda Inquisição VTM pg 372)

Armas: Katana japonesa abençoada (+2, agravado) 


Retorne ao Pastor Elias Montenegro:

— O padre tá ferido, pelo caçador, com bala de fogo. Faz três semanas. Mas vou falar do que vocês fizeram. Ele em breve de entrar em contato. 


📜 O bilhete do Algoz

Resolvido o caçador, o Pastor procura a coterie. Não fala, entrega e vai embora.

"Vocês tiraram o homem das minhas costas. Estrada do Jatobá, galpão de telhado de duas águas, terceiro portão depois da ponte. É ninho Sabá. Queimem tudo. Carga no fundo. Papel na entrada. Tirem antes."

O Luciano não aparece. Levou fogo — dano agravado —, está se recuperando há três semanas e não tem condição de se mostrar a ninguém. Não é cautela. É incapacidade.

🎴 Pastor Elias Montenegro — Carniçal do Algoz

  • Ataque 4 · Defesa 3 · Vitalidade 5 · Vontade 4

  • Perícias
  • Lábia 4, Liderança 3, Erudição 3 (Teologia)
  • Paradas prontas
  • Pregar 7 · Resistir a coação 4 · Guardar segredo 2
  • O que ele quer
  • Que alguém fale com ele
  • Não sabe
  • Que está sendo seguido, e que é por causa dele que o padre não sai
  • Fala
  • — É que ninguém conversa comigo.

🎴 Arnaldo Krug — Sociedade de São Leopoldo

  • Mortal. Meia-idade, sozinho, sem autorização

  • Ataque 8 · Defesa 6 · Vitalidade 8 · Vontade 7

  • Perícias
  • Investigação 4, Armas de Fogo 4, Furtividade 3, Erudição 3 (Teologia)
  • Paradas prontas
  • Notar vigilância 7 · Atirar sob pressão 8 · Resistir a Dominação 4
  • Equipamento
  • Pistola com munição incendiária, estaca de madeira tratada, câmera
  • Não tem Fé Verdadeira. É técnico, não místico
  • O que ele quer
  • Confirmar o que atirou. Só isso
  • O que o faz mudar de ideia
  • Prova de que errou o alvo. Ele é metódico o bastante para recuar


🔥 Noite Final — Fogo no Jatobá


📍 Estrada do Jatobá. Galpão de telhado de duas águas, terceiro portão depois da ponte. Cerca de arame, dois cachorros, luz acesa lá dentro às três da manhã.

A ordem do bilhete é clara: retirar o que está no fundo e o que está na entrada, e só então queimar.

⚔️ A oposição

Quem Quantos Quando entra
  • Carniçais armados
  • 4
  • Imediato
  • Membro do Sabá
  • 1
  • Depois do primeiro tiro, ou se acharem o quadro
  • Flagelantes acorrentados no fundo
  • 3
  • Só se houver fogo ou explosão. Presos até lá
  • Entrada Teste
    • Canal de escoamento seco, por baixo
    • Destreza + Furtividade, Dif. 3
    • Os dois cachorros
    • Carisma + Empatia com Animais, Dif. 2
    • Armar o Astrolite
    • Inteligência + Ciências, Dif. 2
    • O incêndio, depois
    • Vontade, Dif. 3

No canal, antes de entrar: (Raciocínio + Prontidão, Dif. 2) o barro está pisado. Alguém já entrou por ali, mais de uma vez, e não faz muito tempo.

Se falharem em armar o Astrolite, funciona mesmo assim, com um custo — escolha ou sorteie:

Custo Efeito
  • Temporizador curto
  • Metade do tempo para sair
  • Barulho
  • Os carniçais acordam, e os cachorros também
  • Detonador morto
  • Só vai com fogo, e alguém precisa acender de perto
  • Rota errada
  • Explode, mas fecha a saída pelo canal

Se entrarem limpo pelo canal, os três Flagelantes continuam acorrentados no fundo — e viram escolha: soltar, matar, ou deixar queimar com o prédio.

🔍 Os três achados

Sem teste. Quem entrar e procurar, acha. O teste serve para entender o que significam.


Achado Onde O que diz
  • 1
  • Ampolas de vidro, caixa térmica
  • Prateleira do fundo
  • Etiqueta manuscrita: "lote consagrado". Conteúdo escuro, cheiro ferroso. Não é sangue comum
  • 2
  • Caderno de entregas
  • Mesa da entrada
  • Colunas de data, quantidade e destino. "N.S.R." aparece quinze vezes. Uma vez por semana, sem falhar, há quatro meses
  • 3
  • Um quadro a óleo, do século XIX
  • Encostado na parede, com pano por cima
  • Um homem de terno sobre uma pedra grande. Ao lado dele, a tela foi raspada até o linho — alguém apagou uma segunda figura

O caderno não tem culpado, e é por isso que assusta. É um cronograma. Alguém entrega no mesmo lugar, no mesmo dia da semana, há quatro meses, e ninguém nunca perguntou nada.

🖼️ O quadro, de perto

(Inteligência + Erudição, Dif. 2. É a pista mais importante que a coterie vai carregar.)

  • O que se nota
  • O que significa
  • A raspagem é antiga e feita com cuidado, não com raiva
  • Quem raspou sabia exatamente o que estava apagando
  • A mão do homem de terno segura metade de um objeto de prata, partido no comprimento
  • A outra metade estava na mão da figura apagada
  • No canto inferior, em letra miúda: Teatrum Mortis
  • Só volta a aparecer na Pt. 3

Para o Narrador: não explique nada. A coterie carrega um quadro estranho. Na Pt. 3, na sacristia da Celina, existe o gêmeo deste quadro com as duas figuras inteiras — e a segunda figura é o Comendador.

🛟 Se explodirem tudo antes de recolher

Pista Rota de recuperação
  • Ampolas
  • Uma fica na algibeira do Membro do Sabá. Se ele fugir, ela vai junto — e ele reaparece na Pt. 2
  • Caderno
  • Queima. Mas o Mercúrio transportou aquelas remessas e lembra a sigla. Cobra para lembrar
  • Quadro
  • A moldura queima. A tela aparece dobrada no capô da caminhonete do Aruanã

🐺 Depois da explosão

Do outro lado da estrada, sentado no capô de uma caminhonete, esperando eles saírem: Aruanã.

Gangrel Autarkis. Vampiro, não lobisomem. Vive fora da cidade por escolha, imune ao Chamado por um pacto com o Cerrado.

— Vocês fizeram barulho. — Eu não vim brigar. Vim ver a cara de quem fez.

Se perguntarem há quanto tempo está ali:

— Semanas. Eu entro naquele galpão desde abril, quando os bicho sumiu. — Eu procurava um buraco. Achei um quadro.

Se o quadro queimou, ele estende a tela dobrada — não como favor, como quem larga uma coisa que já examinou e não serviu:

— Isso aqui não queima junto. Não me disse nada. Talvez diga pra vocês.

Ele não pede nada em troca e vai embora. Não volta na Pt. 2.

— Faz três meses que eu ando por aqui de noite e não encontro bicho nenhum. Nem rã, nem grilo. — A água tá viva. A vida em volta é que não tá. — Vocês acabaram de estourar uma coisa em cima de outra coisa. Só que a de baixo é bem maior.

🎴 Aruanã — Gangrel, Autarkis



  • Clã Gangrel · Geração 11ª · Potência de Sangue 3 · Humanidade 6

  • Ataque 10 · Defesa 7 · Vitalidade 10 · Vontade 8

  • Perícias
  • Sobrevivência 5, Intuição 4, Briga 4, Furtividade 4, Empatia com Animais 4
  • Disciplinas
  • Metamorfose 4 (Garras Ferais, Forma de Fera) · Fortitude 3 (Resiliência, Pele de Pedra) · Potência 3 · Auspícios 3
  • Paradas prontas
  • Rastrear 9 · Sentir mentira 8 · Sumir no mato 9
  • O que ele quer
  • Saber o que matou os bichos. Só isso
  • O que o faz mudar de ideia
  • Nada que se compre. Ele troca favor por favor, e cobra
  • O que ele é
  • O único que atravessa. Isso vale ouro quando as estradas fecharem
  • Fala
  • — Se eu soubesse, eu não estaria patrulhando. Estaria cavando.

🎴 Membro do Sabá — usar 1



  • Geração 12ª · Potência de Sangue 2 · Humanidade 3

  • Ataque 9 · Defesa 6 · Vitalidade 9 · Vontade 6

  • Perícias
  • Briga 4, Ocultismo 3, Intimidação 3
  • Disciplinas
  • Oblívio 3 (Manto da Sombra, Braços do Abismo) · Potência 2 · Fortitude 2
  • Paradas prontas
  • Emboscar 9 · Fugir no escuro 8 · Aguentar fogo 6
  • Comportamento
  • Tenta salvar o quadro antes de fugir. Esse é o aviso de que o quadro importa
  • Se escapar
  • Leva uma ampola no bolso. Reaparece na Pt. 2


🩸 Fecho da Parte 1

Não há vitória a comemorar, e ninguém agradece.

As estradas já estavam interditadas quando a coterie chegou — os lobisomens atacaram os acessos dias antes, e foi por isso que o Mateus precisou dirigir. O que muda agora é que o pouco que ainda passava deixa de passar.

Na noite seguinte à explosão, a GO-431 amanhece com dois carros virados e nenhum ferido. Ninguém viu acidente.

Dois dias depois, um caminhoneiro para de descer a serra e conta na rodoviária que tem bicho na estrada. Riem dele. Na semana seguinte, mais três param.

Uma semana depois, não sobe e não desce ninguém de madrugada.

Celina, no Elísio, sem levantar os olhos:

— Ninguém sai da cidade até eu entender isso.

E a coterie percebe, sem que ninguém diga, que a única coisa que garantia a volta para Anápolis era uma frase dita por ela — e que ela acabou de dizer outra.

Sobre a explosão: o cerco não começou por causa do Jatobá. Ele já existia. O que a explosão fez foi dar aos Garou o motivo que faltava para fechar o resto. Ninguém na Torre entende o que os lobos querem, e a coterie vai passar a Pt. 2 achando que a culpa é dela.

O que sobrou na mão deles Vale em
  • Ampolas de "lote consagrado"
  • Pt. 3
  • Caderno com N.S.R. 15×
  • Pt. 2 — é o que fecha o nome do hospital
  • O quadro com a figura raspada
  • Pt. 3 — é o que revela o pacto
  • Uma pulseira hospitalar, se guardaram
  • Pt. 2 — é a que o Xerife não identificou
  • A dívida com o Mateus, pela carona
  • Pt. 2
  • A verdade sobre quem desviou as peças da Vittoria
  • Moeda contra o Algoz

⚠️ Continuidade

Item Como ficou
  • Cargos
  • Comendador = Hárpia; Luciano = Algoz; Henrique = Xerife
  • Gerações
  • Pompeu 9ª · Celina, Santa Dica e Comendador 10ª · Vittoria, Henrique, Luciano e Aruanã 11ª · Canela-Fina e Mateus 12ª
  • Sem tratado
  • A coterie foi enviada por Rosa, de Anápolis, para servir. Não há documento. Só a palavra da Celina
  • A Celina
  • Só apresenta a corte na Pt. 1. O arco dela é o Sabá, na Pt. 3
  • Os arcos
  • Pt. 1 Camarilla · Pt. 2 Anarcas · Pt. 3 Sabá
  • O Astrolite
  • Guardado pelo Mercúrio, roubado no camping. Serve ao galpão
  • Os dois hospitais
  • Henrique opera no Ernestina Lopes. O culto está no N.S.R. Ele ainda não sabe disso
  • O Elísio
  • É a Pousada das Cavalhadas, administrada pela Vittoria. O Comendador vive recluso na Fazenda Babilônia
  • O Luciano
  • Tremere. O Museu das Cavalhadas, desativado, é a bancada dele
  • As quatro peças
  • Arrematadas pela Vittoria e desviadas pelo Luciano para o próprio laboratório. Ela não sabe
  • O Mascarado
  • Aparece quando tiram a Cabeça de Boi da vitrine
  • O Luciano
  • Ferido por fogo há três semanas, dano agravado. Não aparece em pessoa na Pt. 1
  • O Krug
  • Veio sozinho, sem autorização, e não sabe que acertou
  • A prata
  • Só existe pintada no quadro. Não há objeto em jogo na Pt. 1
  • A Rua Aurora
  • Versão do cenário: Helena Valença, 1923, assassinada por Paulo na noite de núpcias. O grilhão é o dedo com a aliança
  • Sangue-fracos
  • Fora desta parte. A cena do resgate abre a Pt. 2
  • Fecho
  • As estradas já estavam interditadas pelos Garou antes da chegada. A explosão só faz o cerco fechar de vez

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